A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 21/07/2021

Os chamados nativos digitais, aqueles que já nasceram com uma relação íntima com a tecnologia, são expostos à própria imagem muitos de vezes ao longo da vida por meio de seus telefones, criando, assim, uma nova forma de se relacionar com a sua aparência . Assim, as redes sociais têm influenciado diretamente no crescimento do número de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos no Brasil e no mundo.

A priori, vale ressaltar que segundo dados da Academia Americana de Cirurgia Facial Plástica e Reconstrutiva de 2018, 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes solicitando procedimentos para “melhorar sua aparência em selfies”. Pode ser cedo para avaliar as consequências desse problema a longo prazo, mas, por enquanto, é notável que, apesar de esse ser um novo movimento, com ele, velhos velhos, psicológicos ganham contornos contemporâneos.

A posteriori, é importante saliente que a baixa autoestima causada pela carência de intervenções cirúrgicas é apenas mais um efeito da banalização dos mesmos. Posto isso, os famosos filtros que modificam o rosto das pessoas, em redes sociais como o Instagram, é só mais um exemplo do quanto tornou-se habitual uma busca pelo padrão de beleza. Só em 2018, o Brasil registrou quase 3 milhões de cirurgias e procedimentos estéticos, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

Portanto, remediar a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea é imprescindível. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com os gestores das redes sociais, promover a exclusão de publicações que tem como finalidade influenciar as pessoas à prática de procedimentos estéticos, assim como, tirar das redes efeitos ou filtros que modificam a face dos usuários. A fim de se construir uma sociedade de boa autoestima e psicologicamente saudável a longo prazo.