A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 21/07/2021

O artigo 196 da Constituição Federal garante a saúde para todos os brasileiros. No entanto, a banalização de cirurgias plásticas na sociedade vai de encontro com a juridição, já que ela pode causar problemas. Tal fato ocorre em decorrência de uma alta procura  da população, geralmente, associado a um problema de auto-estima em relação à aparência. Com isso, infelizmente, consequências negativas são criadas.

Em primeira análise, vale destacar, que há, na sociedade brasileira, uma banalização dos procedimentos estéticos. Nesse raciocínio, para o sociólogo Emille Durkhein, ‘‘fato social’’ é entendido como uma forma de agir  e de pensar de um determinado grupo social. Sob essa óptica, a realização de práticas como  ‘‘harmonização facial’’  faz parte do cotidiano de alguns  brasileiros.  Nessa perspectiva,  na visão do filósofo Byung-Chul Han , o século XXI é caracterizado por uma epidemia de doenças mentais, e as cirurgias plásticas, no Brasil,  as quais, na maioria das vezes, são ocasionadas por uma baixa auto-estima e não aceitação do corpo.  Nessa conjuntura as alterações faciais podem estar ligadas a problemas psicológicos. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde -MS- atenuar esse dilema.

Outrossim, banalização das cirurgias plásticas na sociedade tende a causar sérios problemas para a saúde do paciente.  A exemplo disso, a morte da influenciadora Liliane Amourim, que conforme o site o tempo, faleceu após uma lipoaspiração-procedimento estético-.  Sob esse prisma, o acontecimento não é um fato isolado,  e vai de encontro com o artigo 196 da Constituição Federal. Nessa dinâmica, é perceptível que há, lamentavelmente,  profissionais que não estão devidamente preparados para a realização desses e outros procedimentos, o que gera um perigo para a vida dos que se submetem a tais processos. Dessa forma, cabe ao Estado resolver o impasse.

Destarte, é fundamental o combate a banalização dos procedimentos estéticos. Para isso, o MS- uma vez que a sua função é administrar a saúde- deve atuar na criação de campanhas que visem a diminuição do número de procedimentos de cirurgia. Ele atuaria por meio de psicólogos que tratariam da questão da auto-estima nos pacientes que realizam as cirurgias - após isso, caso queiram eles fariam o processo-. Com a finalidade de reduzir o elevado número de cirurgias plásticas. Além disso, o já citado, realizará cursos profissionalizantes para evitar tragédias como o da influenciadora Liliane.