A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2021

As cirurgias plásticas são vistas por muitas pessoas como algo maravilhoso, que é capaz de mudar seus próprios corpos e deixá-los do jeito que sempre sonharam. Entretanto, além do alto custo deste procedimento ser uma grande barreira para várias pessoas, elas não sabem do perigo que estão se colocando ao realizarem essa operação. Dessa forma, a baixa autoestima causada pelo estereótipo de beleza imposto pela sociedade e a popularidade que os procedimentos estéticos ganharam ao longo dos anos são algumas das causas da banalização de cirurgias plásticas na atualidade.

A priori, os padrões pré-estabelecidos pela sociedade, causando a diminuição do amor próprio de um ser humano, precisam de uma resolução. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, os fatos sociais podem ser normais ou anormais, visto que um ambiente não normal ocasiona no rompimento da harmonia social, sendo difícil a progressão coletiva dos cidadãos. Nesse sentido, a anormalidade seria a frustração de um indivíduo ao saber que não se encaixa no estereótipo de beleza que está circulando pela TV e pela internet, principalmente entre celebridades, e decide mudar seu corpo de uma forma perigosíssima para a sua saúde.

Outrossim, a fama que as cirurgias plásticas vem ganhando ao longo do tempo colabora para que elas sejam tratadas como algo não nocivo para o corpo, e para o aumento de procedimentos feitos. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS), o Brasil é o país que mais realizou esse tipo de operação no mundo, barrando os EUA em 2020. Desse modo, é notável a necessidade que algumas pessoas vêem em uma cirurgia plástica, principalmente no Brasil, em que as mulheres sempre procuram estar no estereótipo da mulher brasileira, que é um corpo mais avantajado e cheio de curvas. Sendo assim, a popularidade de procedimentos estéticos auxilia no aumento da vontade de se enquadrarem na sociedade.

Portanto, é necessário que haja uma intervenção para essa problemática. Por meio de comerciais e propagandas, cabe às mídias sociais, como o Instagram e o Facebook, uma maior diversidade nas publicidades feitas, utilizando pessoas de cores, formas corporais e rostos diversos, a fim de todos os tipos de beleza serem aceitos perante a sociedade, para que ninguém tenha o sentimento de exclusão sobre isso. Ademais, é importante que agentes de saúdes, principalmente os da área de estética, continuem a alertar as pessoas sobre os riscos desse tipo de procedimento, com a finalidade de conscientizar a população acerca dos perigos contidos nesse tipo de cirurgia. Assim, será possível ver o lado normal da sociedade com mais frequência, como foi abordado na questão de Émile Durkheim.