A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 28/07/2021
Incontestavelmente a exigência é matéria de exigência a obter nota alta. A cultura atual aplica a todos uma regra de estar apresentável para se ter merecimento de estar em determinado local. Isso é notado e sentido pelas mulheres muito mais do que os homens. Estes, “podem” sair na rua com o mínimo de roupa. Mulher, fazendo o mesmo, sofre julgamentos de diversas maneiras. Dessa forma, com toda essa atenção a procura por procedimentos estéticos se encontra no pico, sem sinal de derrocada. Observando dados fornecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, 87,4% dos pacientes são mulheres, mesmo com todos os riscos existentes, como uma paralização facial.
Sabendo isso, pode ser loucura, mas com certa empatia se percebe uma motivação para se expor a esses procedimentos. Em consoante, as mulheres sentem desde sempre que precisam fazer algo mais para serem respeitadas. Em síntese, o problema vigente pode ser chamado de machismo cultural.
Sem dúvida esses procedimentos são feitos a fim estético. No entanto, as consequências são envelhecimento precoce e exposição a riscos, que talvez no fim não valha a pena correr, como: pegar o nervo facial, causando paralisia, doenças, dano ao canal da saliva e o falecimento do paciente (caso Liliane Amorim). Todas informações passadas pela cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira e pelo presidente da SBCP. Por isso, analisando, talvez a beleza de hoje não compense a de amanhã. E algumas vezes nem existe o amanhã.
Então, por que mesmo ciente dos riscos, ou pior não tomam tais informações, ainda assim compram o desafio? O livro “O mito da beleza”, de Naomi Wolf, fornece conteúdo sobre o assunto. Conforme a obra, as mulheres sofrem uma pressão social significante desde pós guerra (segunda guerra mundial), quando depois dos trabalhos nass fábricas foram , forçadas a ficar em casa e cuidar do lar. Entretanto, elas resistiram, batalharam pelos seus direitos e voltaram com grande intensidade ao mercado de trabalho. Contudo, se depararam com mais uma pressão social, a problemática de estarem praticamente a todo tempo bem arrumadas, e se não estiverem, e o ambiente “exigir”, são dignas de tremendo desprezo. Ridículo.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Assim sendo, o Ministério da Saúde aliado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, têm como solução trabalhar em informativos, oriundos de reuniões entre médicos de referência de dentro e fora da sociedade e agentes do governo para tornar essa ação possível. Esses informativos emitidos pelos meios de comunicação e redes sociais. Para que as pessoas, inclusive as mulheres, assumam os riscos por algo de valor real e alcancem a sonhada fantástica alto estima.