A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 23/07/2021
Em “Pretty hurts”, música de Beyoncé, a cantora diz que a perfeição é a doença da nação, a beleza machuca, e deve-se reparar o que temos de pior. Diante disso, pode-se observar o crescimento e a trivialidade que ronda as cirurgias plásticas na sociedade moderna. Isso ocorre por conta da falta de seriedade com a qual procedimentos estéticos cirurgicos são vistos e da contribuição da mídia em criar padrões de beleza que supostamente devem ser seguidos. Portanto, é necessário que haja mudanças no mercado da beleza, através de resolução dos problemas vinculados a este.
Primeiramente, pode-se abordar o crescimento no número de cirurgias plásticas feitas atualmente, apesar do risco proveniente de tais procedimentos. Segundo pesquisa divulgada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética - ISAPS - o Brasil registrou em 2018 mais de 1 milhão de cirurgias plásticas. Contudo, o número elevado é preocupante pois a despeito de não ser muitas vezes um procedimento motivado por questões de saúde ainda assim existe a probabilidade de complicações e/ou óbito, mostrando assim que tais procedimentos não devem ser banalizados.
Ademais, deve-se salientar a influência midiática sobre a população. Em matéria publicada pela revista Vogue em 1968 o conceito de “celulite” foi apresentado a mulher americana, mostrando assim o poder que os meios de comunicação usufruem e logo a comunidade feminina de maneira geral estaria preocupada com gordura outrora irrelevante. Isso acontece também com diversas partes do corpo, formato do rosto, entre outros. Dessa maneira, ao acreditar-se ter o dever de possuir certa aparencia o público alvo de cirurgias plásticas aumenta a cada ano.
Portanto, torna-se visivel, que o crescimento do número de cirurgias plásticas e o grande efeito da mídia sobre a população são problemas a serem resolvidos. Assim, cabe ao Ministério da Educação em parceria com escolas, contratar psicólogos e médicos para, por meio de palestras ministradas para estudantes a partir do ensino fundamental I, mostrarem dados estatísticos sobre os riscos de cirurgias além de apresentarem a realidade do ser humano sem o filtro do comércio midiático com o intúito de desde cedo fazer a sociedade pensar sobre a aparência e e saúde de forma mais prudente. Outrossim, a beleza não irá machucar e a perfeição deixará de ser a doença da nação.