A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 22/07/2021
A pressão estética da sociedade
Durante o início de 2021, a “influencer” Liliane Amorim faleceu após fazer uma cirurgia plástica, esse fato acendeu a conversa sobre a banalização desses procedimentos estéticos por todo o país. Devido a um padrão de beleza inalcançável, muitas pessoas se sujeitam a esse tipo de situação que pode levar até mesmo a morte para se encaixarem no padrão. Essa banalização deve acabar, pois ela é nociva a saúde física e mental das pessoas.
Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, cerca de 1,5 milhão de pessoas realizaram cirurgias plásticas em 2018 no Brasil, sendo 87,4% delas mulheres. Situações assim ocorrem, pois desde o seu nascimento, as mulheres são ensinadas a odiarem seus corpos e almejarem estar dentro de um padrão imposto pela sociedade. Dessa forma, cada vez mais pessoas banalizam cirurgias com fins estéticos, o que não é saudavel por diversos motivos, sendo dois deles a chance de morte e o extenso período de pós-operatorio.
O cirurgião plástico Fernando Bianco afirmou para o portal Terra que o pós operatório pode durar semanas ou meses de cuidados para que o procedimento estético dê resultados positivos. Tais fatos mostram o quão prejudicial é a romantização que está sendo criada sobre esses procedimentos, eles exigem muito mais do que só querer modificar o próprio corpo. Um procedimento estético precisa ser muito pensado, e não só um desejo que ocorreu após uma onda de procedimentos como esse se iniciar.
Após o que foi dito, conclui-se que não deve haver a banalização de cirurgias plásticas. O projeto “Ame-se!” busca fazer com que as pessoas amem seus corpos através de palestras mensais feitas pelo governo em parceiria com “influencers” fora dos padrões de beleza que queiram dizer a todo o país a sua história de aceitação pessoal com seus corpos.