A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 23/07/2021

Debate-se muito, correntemente, sobre os impactos de procedimentos estéticos e as raízes de suas causas na sociedade atual. O assunto, torna-se mais preocupante quando os jovens também se tornam um público alvo desses procedimentos, segundo a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), no ano de 2016, dos quase 1,5 milhão de procedimentos estéticos, 97 mil foram realizados em menores de idade, isso corresponde a cerca de 6,6% do total dos procedimentos.

“O homem é o lobo do homem”, assim como foi retratado por Thomas Hobbes, filósofo inglês,  evidencia-se que o ser humano tem o poder de se tornar nocivo a ele mesmo, hoje, com a grande influência das redes sociais, as pessoas têm se tornado facilmente, e amplamente, manipuladas. Os influencers digitais cada dia realizam e divulgam mais procedimentos estéticos, criando um esteriótipo de beleza artificial, gerando uma banalização das cirurgias estéticas. Somado a isso, é de grande importância citar os problemas psicológicos gerados no próprio público dos influenciadores, como baixa autoestima e bulimía, uma vez que a comparação tem ideais inviáveis.

Certamente, colocar a saúde acima da beleza externa é algo essencial de se pensar. Por isso, é de grande importância a escolha e o acompanhamento de um especialista de qualidade, pois os procedimentos podem gerar danos à saúde, como problemas de postura nos casos em que as próteses mamárias são muito grandes ou desvio respiratório em rinoplastias. A realização dos procedimentos em clínicas ou hospitais legais e licenciados, para correr menos riscos infecções hospitalares.

Em suma, compreendesse que, a grande influência das mídias vêm causando o crescimento elevado  na realização de cirurgias plásticas, porém a grande procura pode estar ligada a aprovação dos outros ou de si mesmo, ficando evidente que o acompanhamento com psicólogos é algo notório. Além disso os perigos à saúde devem ser explicados pelos médicos e levados em consideração pelos pacientes. Visto isso, cabe ao Ministério da Saúde cobrar como pré requisito para realização de cirurgias plásticas no território nacional, um laudo psicológico, para que antes da realização dos procedimentos, o paciente tenha passado por um psicólogo, afim de que seja gerada a consciência se há, ou não, a banalização da cirurgia. As prefeituras municipais, ficarão responsáveis pela fiscalização de clínicas estéticas, para que haja um controle de higiene e saneamento, e os pacientes possam realizar seus procedimentos com segurança. Desse modo, haverá uma preocupação psicológica com os pacientes e aqueles que optarem por realizar os procedimentos estarão seguros.