A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 28/07/2021
O pintor barroco Caravagio, em sua obra ‘‘Narciso’’ baseada na mitologia graga, retrata um jovem preso a sua própria imagem na água, que após tanto tempo paralisado naquele lugar, acaba por morrer de tão vascinado por seu corpo. De forma análoga, apesar de ser antiga, tal história retrata com muita verossimilhança a realidade de muitas pessoas que, por culto à própria imagem, arriscam a própria vida se submentendo à inúmeras cirurgias plásticas. Destarte, não só a influência das redes sociais, mas como a saúde da população, são questões a serem debatidas com base nessa banalização desses procedimentos.
Cabe resaltar, a priori, que segundo o pensador Guy Deboard, a sociedade vive suas relação baseadas em imagens, cujo próprio autor intitula ‘‘Espetáculos’’, justamente pela manipulação e a influência pregada pela mídia. Da mesma forma, as redes socias, como por exemplo o Intagram, através das inúmeras postagens e da remodelação do perfil que esse aplicativo dispões, as pessoas são capazes de transmitir imagens de conquistas pessoais, corpos perfeitos e idelaizações da vida. A partir dessa ideia, surge também as comparações, uma vez que ao olhar no perfil de famosos e ver a vida perfeita que eles levam com suas riquezas e sua beleza, muitas pessoas são influencias e levadas a corresponder aquele ideal de status e de padrão de corpo, se submetendoa cirurgias.
Em consequência disso, a saúde dos indivíduos também pode ser comprometida seriamente. Isso porque, diante da banalização dos procedimentos estéticos, a realização desnecessária a fim de corresponder aos padrões estéticos é capaz de deixar sequelas graves e até irreversíveis ao indivíduo. Um exemplo disso são as cirurgias de redução de estômago, que apesar de serem de alto risco, são amplamente difundidas no Brasil, além de procedimentos com botox e harmonização facial que, se mal realizadas, podem trazer profundo prejuízo à vida. Dessa forma, de acordo com a Constituição brasileira, em seu artigo 6, a saúde é um direito social basilar, porém, tem se mostrado abalado diante dessa situação.
Com isso, vê-se que a banalização das cirurgias origina-se da influência das redes, o que traz impecílios à saúde humana. Com isso, deve-se promover, através de palestras públicas, presenciais ou em programas de televisão, debater sobre o assunto, feita por profissionais médicos sérios e especializados, com o fim de elucidar e esclarecer os riscos e as consequências desses procedimentos. Além disso, o executivo deverá combater fortemente a presença de clínicas de má qualidade e sem o aparato técnico para a realização de cirurgias, aplicando multas e fiscalizando, a fim de mitigar os danos de cirurgias mal realizadas.