A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 09/08/2021

De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, todos os aspectos da aparência corporal são, atualmente, objetos da moda. Sob tal ótica, a fala revela a necessidade de debater sobre os riscos que pessoas se submetem aos procedimentos estéticos e como a banalização desses procedimentos são problemas a ser enfrentados.

Em princípio, é notório destacar os perigos dos tratamentos estéticos invasivos. Esse contexto envolve tanto possíveis rejeições do próprio organismo a tais procedimentos, quanto probalidades de desenvolver infecções perigosas. A fim de se adequar aos padrões de beleza intitulado pela sociedade e mídia, cada vez mais pessoas, em sua maioria mulheres, se sujeitam a cirurgia plásticas. Prova disso recai sobre o Brasil ser o país líder no ranking de cirurgias plásticas em jovens.

Ademais, cabe ressaltar que as redes sociais tem se tornado uma grande rede de negócios, principalmente ao universo estético, promovendo uma ideia de perfeição inexistente. Todavia, as cirurgias tem um importante papel na autoestima desses pacientes, porém é essencial evidenciar que a realizações de procedimentos estéticos não promove melhoria em problemas de cunho psicológico. Assim sendo, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou na banalização das cirurgias plásticas e procedimentos estéticos.

Com a finalidade de mudar a situação do uso de procedimentos estéticos, a mídia deve promover não só campanhas para alertar sobre os riscos de procedimentos estéticos, mas também propagandas com diversidades estéticas que viabilizem a autoaceitação. Além disso, o Ministério da Educação deve alavancar essas campanhas nas escolas, direcionando principalmente aos adolescentes. Como resultado teremos uma sociedade saudável, e os corpos deixarão de ser objetos da moda e sim objetos da diversidade brasileira.