A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 25/07/2021
Nos dias de hoje, o desejo de uma aparência utópica, atrelado a exposição a influenciadores sociais, que ostentam a aparência tida como ideal por pessoas comuns, faz com que a procura por procedimentos estéticos aumente a cada dia. Com isso, muitos acabam banalizando tratamentos muitas vezes invasivos, e confiando suas vidas a profissionais pouco confiáveis.
Neste cenário, é válido notar, que são mais atingidas mulheres, devido a imposição social de que devem ser atraentes para ter algum valor. Como já dito por Vinicius de Morais: as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. Isso demonstra a pressão sobre a aparência feminina, e a busca por tal, se acentua ainda mais ao ver personalidades digitais e celebridades, com as quais elas se identificam, recorrendo a dezenas de intervenções estéticas, fomentando a crença de que este é o caminho para o corpo e rosto desejados.
A demais, tais procedimentos não são acessíveis para a maior parcela da população, fazendo com que uma quantia considerável dos interessados procurem por preço, e não qualidade. Isso, acarreta na escolha de pessoas que atendem a preços impraticáveis para qualquer profissional sério, que use materiais de qualidade, aparelhagem e suporte, e que trabalhe em um local adequado. Tal atitude acarreta não só em resultados ruins, como em alguns casos até mesmo a morte de pacientes.
Medidas, portanto, se fazem necessárias para garantir a orientação da população para intervenções que visão estética. Neste sentido, o Governo Federal com o auxílio do IBCP “Instituto Brasileiro de Cirurgia Plástica”, devem promover campanhas por foto e vídeo, em redes sociais e programas televisivos, que alertem os reais riscos de um desses procedimentos, e caso optem por tal, a importância de se encontrar um médico formado e de boa reputação. Com isso, diminuiremos os casos de pessoas insatisfeitas com o resultado de cirurgias e tratamentos, e também o número de mortos.