A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 26/07/2021
Na Grécia Antiga, as crianças que nasciam com alguma imperfeição física eram sacrificadas por tal defeito. Na contemporaneidade, a realidade não é tão distinta, a qual muitas pessoas por forte influência midiática acabam realizando procedimentos estéticos desnecessários, para atingir um estereótipo de corpo perfeito, banalizado pela mídia. Portanto, é necessário que o Estado atente-se na influência da mídia em promover estereotipação da saúde, levando muitas pessoas a fazerem procedimentos desnecessários, por consequência elas acabam tendo um sacrifício de sua saúde física, mental, e muitas vezes a vida.
Em primeiro plano, vale ressaltar o exemplo do Ken Humano brasileiro, jovem que se submeteu a várias cirurgias estéticas, para atingir um ideal de perfeição de um personagem fictício. Entretanto, o jovem sofria de transtornos bipolares e de personalidade. Pode-se notar, uma forte negligência estatal na questão da saúde mental das pessoas, levando as mesmas a se submeterem a procedimentos de alto risco, comprometendo sua qualidade de vida. É notório, que a função do Estado é zelar pela saúde física e mental das pessoas, direito esse constitucional, porém o mesmo está sendo negligenciado.
Em segundo plano, psiquiatras da USP, alertam sobre o TDC ( Transtorno Dismórfico Corporal), que atinge 3% da população mundial.A consequência imediata desse quadro é um aumento na procura de cirurgias plásticas desnecessárias para que a pessoa se pareça com suas “fotos ideias".A insatisfação com a aparência leva a comportamentos extremos e inseguros, como fazer procedimentos arriscados, em locais inapropriados e sem o acompanhamento de um médico especializado.
Em síntese, faz-se necessário que o Estado junto ao ministério da Educação, invistam em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para essas pessoas, fiscalize propagandas da mídia, investir em palestras de conscientização nas escolas e por meio da mídia, feito isso, as pessoas terão conhecimento sobre si e diminuirá a banalização de cirurgias.