A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 26/07/2021
Thomas More, em 1516 publicou a obra literária Utopia, para apontar uma sociedade ideal, ou seja, sem nenhum defeito. No entanto, a realidade é divergente, já que cada ser humano tem suas particularidades. Assim, muitos banalizam as cirurgias plásticas, dado que buscam um padrão de beleza inalcançável. Esse cenário preocupante, é resultado inegável de causas políticas e sociais que negligenciam esse assunto. Desse modo, entre os fatores que aprofundam essa problemática, destaca-se o fácil acesso juntamente a cultura do esteriótipo perfeito.
Primeiramente, vale ressaltar que o alto estímulo de cirurgias plásticas é um obstáculo iminente no combate a banalização das mesmas. Isso ocorre porque atualmente fazer uma operação por estética é considerado normal, visto que existem financiamentos e até prestações com taxas mínimas de juros para facilitar e estimular intervenções corporais no Brasil. Essa ideia, no entanto, é análoga à pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em que afirma que o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. Com efeito, a falta de ações sobre o tema dificulta a reversibilidade do cenário.
Outrossim, a busca pelo padrão de beleza é mais uma dificuldade a ser rompida, uma vez que existem inúmeras consequências como distúrbios alimentares e psicológicos, além do aumento de procedimentos estéticos, entre outros. Obviamente, isso acontece porque não existem tantos debates, no meio social, dos quais discutam e esclareçam sobre o tema. Contudo, essa concepção é evidenciada na música Pretty Hurts lançada em 2014 pela cantora americana Beyoncé, que faz uma crítica à ditadura da beleza imposta às mulheres, afirmando que a beleza dói.
Em conclusão, torna-se imprescindível, portanto, a tomada de atitudes que mitiguem os efeitos do problema. Para isso, é papel do Governo Federal investir em incentivos através do Ministério da Saúde, para fiscalizar clínicas que estimulam cirurgias plásticas sem necessidade e oferecer apoio psicológico gratuito as vítimas de baixa estima e da padronização dos corpos perfeitos, no intuito de cessar de vez a banalização dos procedimentos estéticos para oferecer mais qualidade de vida e de saúde aos brasileiros. Destarte, cabe a mídia em parceria com escolas e universidades informar e sensibilizar a população sobre todos os riscos que envolve uma cirurgia. Dessa forma, será possível conscientizar a sociedade.