A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 02/08/2021
No final do século XX, surgiu a globalização à qual possibilitou a propagação de serviços e técnicas em escala global. Com o avanço tecnológico, propiciou inúmeros marcos na área da saúde, um deles a manipulação do corpo humano, capaz de agradar à todos os tipos de gostos. No entanto, quando se observam os problemas relacionados à banalização das cirurgias plásticas, nota-se que as pessoas não estão preparados para usufruir desses marcos. Certamente, a comercialização dos corpos perfeitos junto do negligenciamento a respeito do assunto são entraves que contribuem para essa problemática
Precipuamente, na série “Keeping up with the Kardashians”, narra a vida da família Kardashian, às quais são famosas por exibir suas vidas luxuosas, que é sinônimo do seu sobrenome além da beleza, procedimentos estéticos e estrutura corporal perfeitamente dentro do padrão. Além disso, as campanhas publicitárias, apresentam sempre um mesmo padrão ao escolher suas modelos e representantes, repassando uma única ideia: “que aquele é o corpo ideal”. Ademais, a procura por processos de mudança corporal, está associado ao ideal exposto na sociedade contemporânea.
Outrossim, na música “Mrs. potato head” da Melanie Martinez, retrata a pressão estética imposta pela sociedade e como ela além de influenciar os cidadãos, impacta negativamente na vida deles, assim como os riscos que os acompanham. De maneira análoga, na atualidade os traumas pós-cirúrgicos, não são retratados e não recebem atenção necessária comparada com a divulgação dos benefícios da cirurgia, o que acaba se tornando manipulação para propagação desses métodos. Adicionalmente, com a expansão das redes sociais e com a influencia mundial que pessoas podem atribuir na vida de outras, as redes midiáticas tornaram-se meio de divulgação dessas técnicas mesmo que indiretamente e, empresas brigam por influenciadores - como as Kardashians que somam milhares de seguidores em suas redes - para propagar seus produtos.
Em suma, é inegável que medidas são necessárias para amenizar esse problema. Portanto, o governo e o Ministério da saúde devem criar uma lei, que por meio da obrigatoriedade de um acompanhamento de um profissional da saúde mental, antes desses recursos estéticos para o acompanhamento de todos os pacientes a fim de transmitir uma ideia mais real e técnica da sua situação antes e depois da procedimento, além de alertar sobre todos os possíveis riscos, com o intuito de diminuir a leigicidade e tornar aquele ato mais consciente. Além do mais, criar um projeto para ter campanhas nas escolas e informar desde a educação infantil sobre a realidade desses processos, para futuros adultos mais conscientes e sem necessidade de cogitar esse meios. Assim, com a população mais consciente e preparada, possam utilizar mais adequadamente os marcos da globalização.