A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 17/09/2021

Como demostra “Botched”, reality Norte-ameriacano, a busca por um padrão idealizado de corpo ou rosto pode sim trazer problemas gravíssimos, pois, como mostra no programa, os dois médicos tentam, por meio de técnicas cirúrgicas, consertar plásticas falhas e perigosas de pacientes que recorreram a eles. Nesse viés, é possível conectar a realidade da obra com a temática da banalização de cirurgias plásticas na sociedade atual. Dentro dessa perspectiva, é notório afirmar que a a sáude e o bem-estar são diuturnamente ameaçados pela vulgarização de plásticas, visto que elas são postas em risco a cada processo cirúrgico. Outrossim, cabe dizer que a noção de beleza atual e a popularização desses procedimentos são fatores que sustentam a pauta em questão.

Em primeira análise, é importante salientar que os padrões de beleza modificam a forma das pessoas se “enxergarem”, acarretando, dentre inúmeros fatores, problemas psicológicos e de autoestima. Como citou em seu livro “Ansiedade”, August Cury, psicólogo e escritor, diz que distúrbios psiclógicos, na sociedade contemporânea, são gerados, principalmente, pela pressão social em cada um dos índivíduos. Mesmo sendo apenas um fragmento da tese de Cury, é possível afirmar que o medo do julgamento social é um fator que, nesse sentido, impõe padrões aos índividuos, os quais tentam, constantemente, se encaixar neles. Em suma, observa-se que a criação de uma norma estética é advinda da sociedade, e as pessoas, por sua vez, procuram se encaixar nesses definições, recorrendo, portanto, à procedimentos plásticos, os quais, por fim, geram uma enorme trivialização destes métodos.

Em segundo plano, deve-se ter conhecimento de que a popularização dessas cirurgias é o maior erro que poderia ter sido cometido. Segundo pesquisas do Datafolha, apenas uma a cada 2 pessoas procurampara resolver um problema morfofisiológico. Nesse sentido, compreende-se que cirurgias sem motivo físico são realizadas em 50% das pessoas, o que mostra o quão democrático se tornou as cirurgias para fins estéticos. Por fim, cabe dizer que por ter sido popularizada, a cultura destes processos gera um pressão social em cima de quem já não os fez, gerando um ciclo vicioso no tema.

Portanto, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessiade de intervenção. Para que a trivialização de cirurgias estéticas deixem de ocorrer, urge ao Ministério da Educação e da Cultura, promover, por meio de veículos de comunicação e redes sociais, uma divulgação de informações sócio-educacionais sobre as cirurgias plásticas. Ademais, isso pode ocorrer utilizando de profissionais capacitados nas áreas de sáude e educação, os quais, por meio da resolução, mostrem a realidade quanto ao perigo dessas práticas. Visando, dessa forma, ensinar para população um pouco sobre a temática, e, ademais, reduzir o número de acidentes clínicos sem motivo, como os de “Botched”.