A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 06/08/2021
No livro “If I had your face” da autora sul- coreana Frances Cha, acompanha-se a histórias de mulheres coreanas e como a cirurgia é algo recorrente em suas trajetória, sendo sugerida desde sua graduação da escola até a a procura de um novo emprego. Fora da ficção, é possível notar que veem acontecendo um processo de banalização das cirurgias plásticas. Sob tal óptica, esse cenário favorece a manuteção de padrões de belezas inalcançáveis e possíveis danos para a saúde das pessoas que decidem realizar uma cirugia.
Com o advento das redes socias e a digitalização de diversos setores da sociedade contemporânea, é relevante levar em consideração o impacto que influenciados digitais e celebridades possuem na pressão estética e a relização de cirurgias plásticas sobre os cidadões. É notório o estabelecimento de uma utopia do corpo. De acordo com a doutora e mestra em psicologia clínica pela PUC Rio, “É imposto um problema para se vender a solução. Como o mercado de beleza serve para vender beleza, então, a beleza não existe. Não se entende que o bonito é o natural. Ele é bonito desde que seja um natural forjado”.
Por consequência, há a normalização dos processos cirúrgicos, o que é preocupante. Nesse sentido, é necessário falar sobre as diversas mortes que ocorrem em decorrência desses procedimentos. Outra coisa de se tornou comum foi a realização de cirurgias plásticas entre um público mais jovem. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), dos 1,5 milhão de procedimentos estéticos feitos em 2016, 97 mil foram realizados em pessoas com até 18 anos de idade. Além disso, nota-se a influência que essa banalização tem na junventude que se vê cada vez mais pressionada em relação a sua aparência.
Em suma, são necessárias medidas que atuam na conscientização de ambos os lados, os que realizam as cirurgias e as demais pessoas que são sucetíveis a influência para realizar cirugias plásticas. Para tanto, as instituições escolares são responsáveis por introduzir e guiar os estudantes sobre a questão da banalização das cirurgias , através de palestras e debates. Esse projeto pode ser feito pelo Ministério da Educação (MEC) em conjunto de ONGs que atuam na área. Ademais, é valido salientar em como os polos midiático e os influenciadores devem assumir um papel de responsabilidade e com isso, tomar consciência sobre o impacto que possuem, principalmente em um público mais jovem.