A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 28/07/2021
No Brasil contemporâneo, observa-se um aumento das funções, principalmente na mídia e nas redes sociais a respeito da banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais. Isso mostra uma constante busca pela aparência ideal, aquela que é imposta pela mídia e tem um padrão quase inalcançavél. Desse modo, as informações devem ser importadas e descontadas para ser apuradas para, um fim de amenizar esse problema.
Na quarentena, assuntos como Lipo HD ou LAD, silicone, rinoplastia e harmonização facial dominaram as redes sociais, principalmente o Instagram. Isso porque dezenas de influenciadores digitais aderiram à onda de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em 2018, o Brasil tornou-se o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, superando os Estados Unidos. Uma obsseção por um corpo ideal causa problemas além do físico, podendo o indivíduo uma depressão devido a pressão contante em tentar se adequar à um padrão que não existe.
Na tentativa de se encaixar num padrão de beleza “ideal”, milhões de pessoas, principalmente mulheres, recorrem a medidas estéticas caras e perigosas.Esse padrão é excludente, racista, gordofóbico, transfóbico e capacitista, pois inferioriza como pessoas negras, gordas, transexuais , com deficiência e tantas outras. As pessoas que não se encaixam no padrão acabam sendo desumanizadas e tendo seus direitos fundamentais negados.
Destarte, cabe aos administradores das grandes redes sociais fiscalizar e exigir de seus influenciadores maior responsabilidade com o conteúdo postado visto que ele pode e vai ser exposto a jovens menores de idade que são altamente influenciados, isso deve ser feito por meio de novas regras que obrigem os influenciadores a informarem o uso de edição em suas fotos, é válido ainda avisarem sobre os riscos de procedimentos em suas postagens. São necessárias essas ações a fim de os usuários saibam que o padrão que vêem nas redes é irreal e diminuam o alto julgamento.