A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 28/07/2021

A influenciadora digital, Luiza Mel, teve seu corpo violentado em uma cirurgia que não solicitou no qual seu médico,dermatologista, ligou para o seu marido e autorizou a retirada de gordura nas axilas, criando traumas físicos e psicologicos na blogueira. Nesse contexto, observa-se justamente casos semelhantes na busca do “corpo ideal” pela cirurgia estética. Desse modo, percebe-se, a configuração de graves problemas de contornos específicos, em virtude não só da pressão social causada pelas redes midiáticas, mas também da objetificação das mulheres pelo patriarcado. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

É relevante abordar, primeiramente, que as redes midiáticas é a principal forma de vetor da pressão social que, muitas vezes influenciam cirurgias plásticas no nosso corpo social. Assim como no Renascimento Cultural, no qual o corpo feminino que era exaltado era gordo, como resultado muitas mulheres que não tinham esse corpo eram descriminadas pela sociedade, igualmente como o que ocorre nos dias atuais, com o uso recorrente das redes sociais, muitas mulheres e homens acabam vendo corpos irreais, isto é, corpos modificados por filtros e montagens que, por ventura têm infelizmente a dismorfia corporal-doença mental que os faz com que pessoas sobrevalorize pequenas imperfeições corporais, resultando em uma baixa auto-estima.Diante dos fatos apresentados, é imprescindível uma ação das redes sociais para mudar a realidade.

Ademais, ressalta-se que a objetificação do corpo feminino é visto em todo o processo histórico brasileiro, proveniente do machismo estrutural que dita o padrão de beleza. Em consoante, a cantora e empresária, Beyoncé, em sua música Pretty Hurts, “A perfeição é a doença da nação, a beleza machuca”. Dessa maneira, fica claro que muitas pessoas principalmente, as mulheres, tem sua identidade negada por ser diferente do esperado socialmente, uma vez que, muitas acabam infelizmente, fazendo cirurgias causando dor e sofrimento para se encaixar no padrão, há relativização desses quadros clínicos na sociedade. Nesse cenário, é necessário uma mudança na sociedade.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, é mister uma ação governamental para mudar a realiade. Diante disso, o Ministério das Comunicações, ministério responsável pela digulgação no âmbito nacional, em parceria com as redes sociais, como por exemplo Instagram, Twitter, Facebook deverá propagar informações sobre a normalização dos corpos naturais por meio de infográficos de casos de arrependimentos cirúrgico, com efeito de diminuir os casos de dismorfia corporal. Além disso, o Ministério da Justiça, deverá aplicar leis como na Noruega, proibindo o uso massante de filtros dos influenciadores digitias,Com isso, o país poderá caminhar para completude, no setor social.