A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 29/07/2021

De acordo com Francis Bacon, notório filósofo inglês, o comportamento humano é contagioso e torna–se enraizado à medida que se reproduz. Não obstante da filosofia do pensador britânico, muitas brasileiros, hodiernamente, realizam cada vez mais cirurgias plásticas, fato que denota a acentuada banalização destes procedimentos médicos, eventualidade causada pela busca de um corpo tido como “ideal” no âmbito social, o que gera, por conseguinte, um grande número de casos em que o paciente tem sua saúde prejudicada devido à estas intervenções cirúrgicas.

Em primeira instância, vale ressaltar como a idealização corporal é presente em todos os ramos de nossa sociedade. Segundo Émile Durkheim, famoso pensador francês, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Em consonância com o pensamento do intelectual europeu, a procura por uma estética “perfeita” virou uma meta que, por ser estimada pela grande parte do povo, tornou-se presente em todos as ramificações sociais. Tal realidade apenas comprova como a teoria do sociólogo da França é verossímil e dotada de razão, visto que ideais de aparência são constantemente propagados e venerados pela grande maioria da população.

Em segundo lugar, cabe analisar como estes procedimentos médicos podem ser prejudiciais para a saúde das pessoas. O botox é uma intervenção cirúrgica que usa a toxina botulínica, uma substância anteriormente usada como veneno, para paralisar os músculos do paciente, o que lentifica o processo de envelhecimento corporal. Métodos como este demarcam como estes tratamentos podem ser danosos para a integridade física dos cidadãos que os realizam de forma indevida e exagerada, visto que, por, muitas vezes,  usar subtâncias perigosas, tendem a ser extremamente prejudiciais se executados de forma errada.

Depreende-se, portanto, em vista da problemática debatida, a necessidade do Ministério da Saúde, por meio de uma parceria com ONGs de caráter social, criar um programa nas redes sociais que alertem sobre os efeitos colaterais das cirurgias plásticas, em especial aquelas que possam causar a morte do paciente, a fim de que o número de intervenções feitas desnecessariamente seja reduzido e, consequentemente, o número de acidentes envolvendo este setor seja amenizado. Ademais, cabe ao Ministério da Cultura, por intermédio de uma parceria com instituições de saúde privadas, elaborar programas que visem a inclusão de diferentes padrões corporais, com o intuito de que conceitos como os de Francis Bacon sejam presenciados em um bom contexto.