A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 29/07/2021
Idealizado em 1969, ligando Stanford e a Faculdade da Califórnia, o projeto Arpanet mudaria toda a dinâmica do século seguinte. Nesse contexto surge a internet, meio de comunicação de massas capaz de disseminar uma padronização do corpo humano. Diante disso, as influências nocivas digitais, como o fotoshop e filtros de Instagram, e a própria sociedade que pressiona os indivíduos, mostram-se problemáticas a serem resolvidas. Assim, cabe ao governo federal agir contra a banalização das cirurgias plásticas na contemporaneidade.
A princípio, a internet, possuindo inúmeras imagens de corpos perfeitos, é um lugar com enorme poder de influência, e sua acessibilidade acentua essa característica. Consoante ao Comitê Gestor da Internet, cerca de 70% dos brasileiros têm acesso frequente à rede, além disso, houve o desenvolvimento de editores de imagem - fotoshops - e os recentes filtros da plataforma Instagram. Assim, foram criados padrões de beleza que influenciam uma grande parte dos usuários, que buscam em cirurgias plásticas maneiras de se parecerem com aquilo que veem nas redes sociais. Dessa forma, para mitigar as influências gráficas nocivas dos meios digitais, deve-se elaborar um plano por parte do Estado para a conscientização dos internautas.
Em seguida, a influência sofrida por essas pessoas certamente promove a opressão delas. Analogamente ao sociólogo Émile Durkheim, essa pressão digital pode ser entendida como um fato social, pois é exterior ao indivíduo e possui grande poder de coerção para com ele. Destarte, o corpo biológico - sociedade - pressionando e oprimindo, pode estimular visões deturpadas dos corpos alheios. Logo, pessoas que antes se sentiam bem com seu físico, acabam por buscar alternativas, como cirurgias plásticas, para se enquadrarem. Diante disso, para sanar essa patologia social, é cabível ao poder federal, elucidar sua população à respeito dessas operações.
Em suma, a banalização das cirurgias plásticas na contemporaneidade está muito relacionada à internet. Portanto, é papel do governo federal (órgão máximo da nação) conscientizar os usuários do próprio corpo, por meio de campanhas via TV e mídias sociais. Ainda, a fim de minimizar as plásticas banais, essas publicações teriam depoimentos médicos alertando dos riscos desses procedimentos. Desse modo, seriam mitigadas as influências nocivas digitais, e, os avanços promovidos pelo Arpanet continuarão auxiliando a sociedade.