A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 29/07/2021

Muito provavelmente, a resposta para a questão da banalização da cirurgia plástica na sociedade atual, seja consequência de algo relacionado ao âmbito cultural. Todos sentem a necessidade de serem aceito e fazem muita vezes o que for preciso para serem acolhidos e respeitados em determinado grupo, por aquelas pessoas que o compõem. Mas pode ser, também, o comportamento em questão é executado pela visão de alcançar um status elevado no meio de convivência (grupo de amigos, trabalho, família, sociedade e etc). Para isso recorrem a meios que acreditam que irão leva-lo a tal pódio. Duas problemáticas: necessidade de ser aceito e ambição exagerada. Explicando, a necessidade de ser aceito pelo grupo social de convivência é um fator explicado tanto em “Sapiens”, de Yuval Noah Harari, como em “Como em fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie. E é uma força vital para a banalização e assim, se expor a riscos de um procedimento estético. Em Sapiens, apresenta-se a ideia de que os ancestrais da raça humana se sentiam obrigados a permanecerem em grupo por motivos de sobrevivência, contra predadores. Um grupo era mais forte do que apenas a unidade. No trabalho publicado de Dale Carnegie, já, é demonstrado que as pessoas são mais propícias a gostar de quem são parecidas com elas. Dessa a forma, uma clara assistência da necessidade de ser aceito, contribui para uma exposição desenfreada e sem motivo real da população. Um elemento imponente na tomada de decisão Em continuidade, a ambição em excesso, tal chamada as vezes como ganância, motor para ações sem uma prévia análise dos riscos e enxergando apenas uma ilusão de crescimento, seja qual for a área. Une péssimos resultados ou até traumas a pessoas que não acreditam no real valor das coisas. Nessa temática, um péssimo resultado pode ser citado como, procedimento não ter causado a aparência desejada, frustração assim criada. E os traumas, problemas de saúde graves, como: infecção, paralização facial, lesão na glãndula produtora da saliva (fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Casos como o de Liliane Amorim, divulgado pelo g1.com, cita uma mulher de vinte e seis anos, corpo invejável e mesmo assim se submeteu a uma lipoaspiração e teve seu intestino perfurado, chegando a óbito. Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar uma resolução do problema. Poderes com autoridade para tal responsabilidade, Ministério da Saúde junto com a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) devem trabalhar em informativos sobre os riscos da cirurgia plástica e fazer recomendações sobre centros médicos credenciados e médicos capacitados para tais operações. Enfim, os informativos serão formatados para serem emitidos pelos meios de comunicação para as pessoas, visando a saúde e alto estima de todos. Por conseguinte, a banalização da cirurgia plástica na atualidade será superada.