A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 30/07/2021

A Lei da Inércia, de Newton, relata que a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à banalização das cirúrgias plásticas, no atual cenário brasileiro, que de acordo com o levantamento divulgado pela Sociedade Internacional de Cirúrgias Plásticas Estéticas, as mulheres representam 87,4% das vítimas. Nesse contexto, percebe-se um grave problema, em virtude da má influência midiática e a falta de conhecimento.

Sob esse viés, a má influência midiática caracteriza-se como um complexo dificultador. Para o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação da questão, como por exemplo: o exibicionismo de blogueiras com corpos perfeitos e tornando comum o procedimento estético invasivos e perigosos.

Ademais, a falta de conhecimento é outra dificuldade encontrada. Para o filósofo Schopenhauer, o limite do campo de visão determina o entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso a informação séria sobre os maléficios das cirúrgias plásticas, sua visão será limitada, o que dificulta a solução desse impasse.

É evidente, portanto, que medidas estratégicas sejam tomada para mudar esse cenário. Sendo assim, é imprescíndivel que o Estado -responsável por garantir os direitos dos indivíduos- promova em parcerias com as escola o “workshops”, por meio de recursos oriundos da União, os quais abordarão as consequências negativas dessa ações e como combater e ajudar as vitímas, a fim de propor diferentes soluções em conjunto com os alunos. Dessa forma, o cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.