A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 31/07/2021
A boneca Barbie criada na década de 50 perdurou por muitos anos como um padrão de beleza inalcançável, sua magreza e sua cintura fina era o grande desejo de várias adolescentes. Entretanto, com o avanço da Revolução Técnico-Científico-Informacional cria-se um novo modelo de perfeição estética, propagado por blogueiras e recursos midiáticos. Mas esse padrão é facilmente alcançado por meio de cirurgias plásticas, criando o mercado da beleza sem ao menos divulgar os riscos desse comportamento massivo. Logo, faz-se necessário políticas públicas que conscientizem os praticantes. Em uma primeira análise, é importante evidenciar como a manutenção de um status de beleza para se sentir incluso em uma sociedade sempre foi nocivo. Durante o reinado da Rainha Elizabeth I na Inglaterra era comum mulheres utilizarem o censure valeriano no rosto, esse pó branco tinha substâncias venenosas e mesmo com o conhecimento de que seu uso poderia ser fatal grande parte das mulheres continuaram a utilizar para serem aceitas na aristocracia. Em síntese, esse comportamento não é muito diferente dos conflitos da sociedade pós-moderna. Logo, a mídia cria padrões estéticos para fazer os jovens acreditarem que estão fora de uma bolha social e devem aderir a esses comportamentos massivos. Porém, o incentivo à cirurgias plásticas dos recursos midiáticos não acompanha o aviso de como o exagero pode ser inconversível e algumas cirurgias fatais.
Em uma análise mais aprofundada, é indubitável que o processo de criação da cirurgia plástica durante a Segunda Guerra Mundial tinha como intenção recuperar a autoestima dos soldados que tiveram o rosto desfigurado durante os conflitos. Em contrapartida, diferente dos motivos iniciais, atualmente cria-se uma doença social associada aos padrões estéticos, visto que é cada vez mais comum problemas psicológicos análogos à depressão e anorexia. Assim, jovens que não se sentem parte da sociedade por não conseguirem alcançar o padrão de beleza se frustram podendo até levar ao suicídio. Em suma, o governo como responsável pelo bem-estar da juventude pode promover no próprio ensino ações que visem auxiliar a autoaceitação e a negação de comportamentos massivos.
Torna-se evidente, portanto, que a temática sobre a banalização dos procedimentos estéticos exigem soluções imediatas. Por isso, é necessária uma parceria entre o governo e amídia para promover campanhas publicitárias sobre o perigo do exagero das cirurgias plásticas e a luta contra o padrão de beleza. Outro ponto, é a contratação por parte do Ministério da Educação de profissionais da psicologia para todo ensino, visto que sua disponibilidade para conversar com alunos pode auxiliar nos seus conflitos sobre aceitação. Somente assim, conseguiremos apaziguar o modelo de perfeição criado desde a boneca Barbie e criar uma sociedade mais psicologicamente preparada para lidar com ele.