A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 02/08/2021
A influenciadora digital Evelyn Regly ficou conhecida nas mídias sociais por apresentar seu relato após passar por um procedimento cirúrgico de retirada do silicone de seus seios, haja vista que seu corpo rejeitou as próteses. Assim como a influenciadora, na sociedade contemporânea, diversos indivíduos realizam intervenções estéticas a fim de garantir o corpo ideal, submetendo-se à cirurgias cada vez mais invasivas e perigosas. Portanto, conclui-se que a banalização de cirurgias plásticas acarreta dois problemas principais: a pressão social relacionada à aparência e a dificuldade de autoaceitação por parte dos indivíduos. Logo, tal situação deve ser remediada em prol do bem-estar da população.
A priori, deve-se compreender que os procedimentos estéticos são realizados há muitos anos, entretanto, tem se popularizado por meio das mídias sociais. Ademais, a exposição de corpos idealizados nos canais de comunicação é um dos principais motivos que reforçam a pressão social estética nos indivíduos, normalmente, do sexo feminino. Segundo a “Sociedade Internacional de Cirurgias Plásticas Estéticas”, o procedimento mais realizado no ano de 2018 foi o aumento das mamas, seguido da lipoaspiração. Além disso, a pesquisa relata que mais de 85% dos pacientes são mulheres. Desse modo, conclui-se que a pressão social é grave, pois, na tentativa de criar um padrão de beleza, influencia indivíduos a se submeterem à cirurgias perigosas em prol da aceitação.
Outrossim, com a popularização dos procedimentos na internet, os índices de problemas relacionados à saúde mental e autoestima tendem a aumentar, haja vista que ocorre um sentimento de comparação com um corpo idealizado. Ademais, tal sentimento é capaz de acarretar danos, como, por exemplo, depressão, distúrbios de imagem e bulimia. Com isso, nota-se que a banalização de procedimentos estéticos é arriscada, pois o padrão de beleza imposto pela sociedade é capaz de acarretar sérios danos à saúde mental e física da população.
Portanto, para que as cirurgias plásticas não sejam tratadas como algo irrelevante, o Ministério da Educação deve, juntamente com a Organização Mundial da Saúde, apresentar os riscos de procedimentos estéticos realizados de maneira incorreta por meio de palestras em escolas e divulgações nos meios de comunicação, a fim de atingir o público jovem, que possui contato com as mídias sociais. Dessa maneira, com o intuito de mostrar que não deve existir uma padronização da beleza, os órgãos públicos serão capazes de apresentar os malefícios da banalização dos procedimentos estéticos. Assim, casos como o da influenciadora Evelyn Regly tendem a diminuir.