A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 02/08/2021
A banalização dos procedimentos estéticos resultantes da pressçao social
O conto “Corcunda de Notre Dame” relata a história de Quasimodo, um homem bom que sofreu preconceito por conta de sua aparência fora do padrão. Talvez hoje o personagem se visse disposto a passar por cirurgias plásticas para se encaixar nos padrões sociais atuais. Não diferente desse é o pensamento de muitas pessoas da contemporaneidade que, ao ceder à pressão social, colocam suas vidas em risco para se encaixarem no padrão imposto.
Nesse contexto, é possível entitular as redes sociais como um dos principais vilões, visto que elas impõem, por meio de influencers que usam programas de edição aliados a ângulos de fotografia, um padrão estético impossível de ser alcançado se não por meio de procedimentos cirurgicos. Vale-se ressaltar que essa pressão cai ainda mais forte sobre as mulheres devido ao machismo intriceco à sociedade, onde a mulher supostamente deve ser atraente para agradar aos homens.
Outro fator a se destacar é que as tendências de moda são extremame instáveis, que segue a Teoria da Sociedade Líquida do filósofo Bauman. Desta forma, os procedimentos estéticos em alta sempre vão alterando conforme ditam as tendências mundiais. Deve se considerar também que as mudanças são irreversíveis, e portanto não acompanham à tal volatilidade, fator que aumenta os indíces de arrependimento pós-cirurgicos.
Conclui-se que a banalização das cirurgias estéticas é um problema real e medidas são necessárias para resolver essa problemática. Entre as medidas a serem tomadas pode-se destacar a propagação de ideais relacionadas à autoaceitação e à concientização sobre a falsa realidade pregada nas redes, à partir de palestras, por parte do Ministério de Educação, para que os jovens parem de se comparar com as vistas na internet e começem a aceitar à si mesmos.