A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 03/08/2021

O livro ’’ O cidadão invisível’’ trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. De fato, a crítica de Dimenstein é verificada na questão das cirurgias plásticas, que são muitas vezes banalizadas por parte da população. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causa o silenciamento e a lógica capitalista.

Dessa forma, em primeira análise, é escasso o interesse ao debate sobre a problemática.  Segundo a filósofa Djamila Ribeiro, é necessário tirar uma situação de invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Todavia, há um silenciamento na questão das cirurgias plásticas, visto que pouco se fala sobre os riscos desses procedimentos nas mídias de massas, gerando omissão de informação para a sociedade. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Além do mais, a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange o problema. De acordo com o filósofo Guy Debord, as pessoas, cada vez mais, perfomam para as outras e exigem perfeição. Dessa maneira, são incentivados por uma indústria capitalista, por exemplo, a divulgação de descontos por perfis famosos nas redes sociais de cirurgias plásticas estimulam um padrão de consumo, não apresentando os riscos. Assim, inverter a lógica e colocar os aspectos positivos e negativos para todos é urgente.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessa forma, urge que o Governo crie um programa chamado ‘‘Informe-se’’ em parceria com as mídias sociais, por meio de verbas públicas, nele palestras serão ministradas, a fim de informar benefícios e malefícios sobre as cirurgias plásticas para que a população conheça. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente no problema. Somente assim, o Brasil terá menos ‘‘Cidadão de papel’’, como defende Dimenstein.