A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 11/08/2021

Parafraseando o filósofo Jean Jacques Rousseau, o homem nasce bom, mas por toda parte encontra-se acorrentado, a sociedade tem influência sobre as pessoas, que as deixam acorrentadas. Nesse sentido, a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea está ligada aos padrões de beleza e o preconceito da sociedade sobre os indivíduos. Desse modo, são prementes debates sobre as causas e consequências dessa problemática.

Em primeira análise, é válido pontuar que a banalização está atrelada à busca pelo corpo ideal. Nesse contexto, a influenciadora Evelyn Regly realizou duas cirurgias na mama e três no nariz em busca de se encaixar nos padrões de beleza. Posto isso, é gerado diversos problemas psicológicos por não ser possível atingir o corpo perfeito, além de diversas complicações que podem acontecer na cirurgia. As pessoas visam possuir uma aparência perfeita na internet e não buscam autoaceitação e isso tende a desenvolver transtornos mentais como depressão.

Em segunda análise, é imperativo ressaltar que a discriminacao da sociedade sobre as pessoas está associada à banalização das cirurgias plásticas. Nessa perspectiva, no filme ‘’Linda de morrer’’, Paula, uma médica que utiliza um medicamento em busca de acabar com suas celulites, acaba falecendo por conta dos efeitos colaterais do remédio. Dito isso, o preconceito da sociedade, que geralmente começa desde cedo, quando ainda criança, que causam traumas para sempre pois são disfarçados como brincadeira.

Infere-se, portanto, que os padrões de beleza e o preconceito causam vontade em muitas pessoas de recorrer às cirurgias plásticas. Logo, é basilar que o Ministério da Saúde e da Justiça providencie uma lei, que exige uma avaliação psicológica antes de qualquer indivíduo fazer alguma cirurgia plástica, com a finalidade de nenhuma pessoa realmente fazer a cirurgia sem necessidade alguma. Desse modo, o homem não será mais tão acorrentado.