A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 04/08/2021

Há tempos as cirurgias plásticas vêm se tornando algo mais comum na sociedade, seja ela para corrigir algum problema de saúde, ou simplesmente por estética, que é a mais comum entre ambas. Com ela pode-se modificar quase todo o corpo humano: o rosto, o peito, a barriga, a bunda, a coxa, dentre outras partes.

Desde que foi implantado um “padrão de corpo” na sociedade, a procura por esse tipo de procedimento vem crescendo cerca de 130% ao ano, sendo a maioria realizadas em mulheres jovens. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, se tornando algo preocupante.

As pessoas procuram por uma perfeição de corpos que nem existe, pois para torná-lo real, deve-se sujeitar a tais procedimentos, que aumentam os riscos de vida. A sociedade cada vez mais alimenta esperanças de tornar corpos em espécies de bonecos, como se todos fossem feitos em fábricas, fazendo assim, com que as cirurgias plásticas se tornasse algo natural e comum. Vale lembrar de todos os riscos em que as pessoas estão submetidas a partir disso, tais como: infecções, perda excessiva de sangue, insatisfação com o resultado, podendo ser ele irreversível, e em casos mais graves levando até a morte.

Portanto cabe à sociedade se tornar mais consciente de seus atos, pensamentos e falas, descontruindo o “padrão” e a “perfeição” que tanto se busca. Cirurgias plásticas não são como uma roupa que é tirada e colocada onde quiser, pois as chances dela trazer problemas de saúdes graves têm a consequência muito pior do que a conscientização de tal ato.