A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 12/08/2021

A mulher no Brasil colonial era vista como um ser de contemplação e veneração, com isso eram obrigadas, principalmente por seus maridos, à utilizar vestimentas apertadas e desconcontáveis ​​para a valorização física, e assim, satisfazer as vontades de seu cônjugue. Na contemporaneidade, essa realidade ainda persiste, sobretudo por meio dos aparatos tecnológicos, que são meios efetivos para a disseminação de padrões a serem seguidos, consequentemente ocorreu uma banalização dos procedimentos cirúgicos que põem em risco a vida dos índividuos, inclusive das mulheres, que mais desfrutam desses recursos, em busca de um corpo ¨perfeito¨. Nessa perspectiva, faz-se necessário avaliar duas vertentes: as causas e consequências da naturalização desses procedimentos.

Em primeira instância, as mídias assumem um papel fundamental na propagação de ideais que oferecem riscos à vida das pessoas. Um bom exemplo foi o vídeo publicado pela jovem atriz Fernanda Concon em sua rede social, onde disse que muitos influenciadores, que possuem um papel persuasivo e representativo na internet, estão transmitindo mensagens de motivação para a realização de cirurgias plásticas,  não abordando os danos que essa ação pode causar . Dessa maneira, ratifica o fato de que a era globalizada das informações acarretam profundos riscos à saúde dos seres humanos, que buscam na estética uma forma de aceitação do meio.

Por conseguinte, as personas estão normalizando cada vez mais os mecanismos que oferecem riscos à vida, já que convenciadas pelos aparatos tecnológicos realizam procedimentos plásticos com o objetivo de alcançar um padrão imposto socialmente.  Isso se fundamenta no princípio de ¨Banalidade do Mal¨ de Hannah Arendt, que consiste na naturalização de gestos nocivos e a não reflexão sobre os atos. Sendo assim, os indivíduos, principalmente a figura femina, que é altamente cobrada pela sociedade,  são convecidos e a aliendos a satisfazer as vontades de seu espaço.

Portanto, percebe-se que o uso das redes sociais na contemporaneidade são meios primordiais para a divulgação de pensamentos que normalizam as cirurgias plásticas. Logo, urge que o Ministério da Saúde, promova medidas para conscientizar a população em relação aos riscos causados pelos procedimentos estéticos. Tal ação deve ocorrer por meio de campanhas e rodas de conversas nas praças públicas, além de serem dirigidas por profissionais de saúde que abordem sobre essa temática de forma clara. A fim de gerar um maior conhecimento sobre o assunto e reduzir os índices de pessoas afetadas pela desinformação dos danos acarretados por essas operações. Pois só assim o ambiente apontado por Hannah Arendt prosperará e encontrará uma solução.