A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 05/08/2021
O documentário produzido pela Netflix ’’ O dilema das redes ‘’, explana como a tecnologia deixou de ter o papel de ferramenta para tornar-se um meio de manipulação. De fato, a crítica feita no documentário é verificada na questão das cirurgias plásticas, que mesmo em um mundo globalizado não entrega a totalidade de informações necessárias e banaliza os procedimentos estéticos. Nesse sentido, observa- se um delicado problema, que tem como causa o silenciamento e a lógica capitalista.
Em primeiro lugar, é importante destacar que as cirurgias plásticas não podem ser relativizadas. Sendo assim, a filósofa Djamila Ribeiro, defende que é necessário tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Todavia, há um silenciamento na questão das cirurgias plásticas, visto que pouco se fala sobre os riscos desses procedimentos nas mídias de massas, gerando omissão de informações para a sociedade. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Além do mais, a priorização de interesses financeiros é um entrave no que tange o problema. Dessa maneira, de acordo com o filósofo Guy Debord, as pessoas estão, cada vez mais, performando uma para as outras e criando uma Sociedade do Espetáculo e essa lógica é incentivada por uma indústria capitalista, por exemplo, a divulgação de descontos por parte de perfis famosos para a realização de cirurgias plásticas estimula um padrão de consumo sem imaginar os perigos. Assim, é urgente inverter esse pensamento e colocar os aspectos positivos e negativos para todos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessa forma, urge que o governo crie um programa chamado ’’ Informe-se ‘’, em parceria com as mídias sociais, por meio de verbas públicas, nele, palestras serão ministradas, a fim de informar benefícios e malefícios sobre as cirurgias plásticas para que a população conheça. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente no problema. Somente assim, a população será menos manipulada pelas redes sociais, como defende o documentário.