A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 09/08/2021

O documentário “Embrace”, criado por Taryn Brumfitt, retrata a história de diversas mulheres que lutam contra o padrão estético apresentado pela mídia e começam a se amar e se aceitar como são. Entretanto, isso não é uma realidade entre todas as pessoas, haja vista que atualmente muitos indivíduos, constantemente sem muita informação, optam por arriscar suas vidas em procedimentos estéticos, que são frequentemente desnecessários, banalizando as cirurgias plásticas para se encaixar nos padrões midiáticos de beleza. Por isso, tal problemática deve ser enfrentada.

Primeiramente, após o advento da mídia digital, especialmente as redes sociais, que promove um padrão de beleza recoberto por filtros e montagens, praticamente inalcançáveis na vida real, tem-se notado uma forte frustração em grande parte da sociedade contemporânea. Isso ocorre, devido a uma crescente desaceitação das pessoas com seus corpos, por não serem condizentes com os que são idealizados midiaticamente, fazendo com que esses indivíduos busquem se enquadrar nesse perfil por meio de cirurgias meramente estéticas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cerca de 60% das cirurgias plásticas de 2019 foram para fins estéticos, ou seja, para se encaixar nessa idealização feita pela mídia.

Somado a isso, a falta de informação de muitos indivíduos que realizam esses procedimentos contribui para esse problema. Uma vez que, essas pessoas geralmente não sabem os riscos que estão se expondo ao realizar esses procedimentos. Isso é retratado do documentário “cirurgias plásticas”, da National Geographic, o qual mostra pessoas obcecadas com a aparência que se submetem de 5 a 7 operações, sem se preocupar com as consequências desses procedimentos a longo prazo. Essas atitudes podem resultar em diversas complicações cirúrgicas e ter um impacto negativo na saúde física e psicológica desses pacientes.

Assim sendo, é imprescindível que medidas sejam tomadas para mitigar essa situação. Para isso, o Ministério de comunicações de cada país deve promover programas que gere autoaceitação nas pessoas, por meio de propagandas e programas midiáticos que representem todos os indivíduos evidenciando as mais diversas qualidades que as pessoas podem apresentar, com o objetivo de reduzir a pressão estética e o  com o padrão idealizado de beleza. Além disso, a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética deve evidenciar os riscos e complicações que esses procedimentos podem causar, por meio de campanhas na mídia e em redes sociais, como o Facebook e instagram, com o fito de conscientizar a sociedade contemporânea e evitar riscos desnecessários para a saúde desses indivíduos, fazendo com que mais pessoas possam se aceitar como são, assim  como no  “Embrace.”