A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 17/11/2021
No videoclipe da música “Mrs. Potato Head”, da cantora Melanie Martinez, é abordado como procedimentos estéticos vem sendo banalizados, principalmente na comunidade feminina, como no verso traduzido: Ei garota, se você quer se sentir atraente, você sempre pode consultar um profissional.Nessa perspectiva, com a difusão da internet na contemporaneidade, a mídia expõe cirurgias plásticas para atingir padrões estéticos sociais.Nesse sentido, essa banalização é prejudicial ao coletivo, haja vista a falta de informação sobre os riscos dos procedimentos, bem como a enraização cultural de padrões estéticos.Dessa forma, perscruta-se uma problemática de origem sociocultural.
Em primeira instância, a falta de informação sobre os riscos das cirurgias plásticas contribui para a banalização delas.Isso, ocorre porque as mídias divulgam, prioritariamente, a parte positiva dos procedimentos, mostrando o resultado final, em detrimento das possíveis complicações na cirurgia e o pós-operatório.Além disso, muitos dados e documentos sobre mortes nessas cirurgias são manipulados, como, segundo a pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), 93% das certidões de óbito de pessoas que morreram após lipospiração não trazem informações precisas.Assim, a população não fica ciente das adversidades, podendo colocar sua vida em perigo.
Outrossim, há o desafio da enraização cultural de padrões estéticos, que não levam em consideração a diversidade de corpos, feições e biotipos que existem no mundo.Ademais, não levam em conta as mudanças desses padrões ao longo do tempo, o que implica no surgimento de sempre novos procedimentos para adequar-se.Isso, além de danos físicos, é um motivador para problemas emocionais, como baixa autoestima e depressão, que podem evoluir para casos de anorexia, bulimia e outros transtornos de imagem. Sob essa ótica, segundo o IBGE,a cirurgias plásticas entre adolescentres cresceu 14% nos ulçtimos 10 anos, evidenciando como a pressão estética influencia no aspecto cultural, atingindo cada vez mais gerações.
Evidencia-se, portanto, que a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea é um óbice a ser combatido, por não informar devidamente os riscos e reforçar padrões estéticos.Isso posto, urge participação de todos, mas principalmente das mídias (jornais, revistas, rádio, televisão e internet), fornecendo e veicunlando informações sobre cirurgias plásticas, evidenciando seus riscos e a importância da aceitação, amor próprio e quebra de tabus.Essas ações viabilizam-se por meio de propagandas em cartazes, outdoors, alertas televisivos e folhetos explicativos, usando a imagem de pessoas públicas, como influenciadores digitais, a fim de conscientizar a população sobre a cautela e análise que devem ser feitas antes de se submeter à cirurgias plásticas.