A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 08/08/2021
¨A beleza dói¨
No que se refere a banalização das cirugias plásticas na sociedade contemporânea, pode-se perceber a musica ¨pretty hurts¨ da cantora norte americana, Beyoncé, a qual faz referência à pressão
estética sofrida, principalmente, por mulheres e os sacrificios que elas fazem para serem consideradas
belas de acordo com os padrões da época. Paralelamente, na comtemporaneidade diversas pessoas recorrem à cirurgias estéticas para se adequarem aos padrões de beleza atual.
Precipuamente, é possível perceber que, históricamente, padrões estéticos mudam ao longo dos anos. O culto à aparência incentiva que essas mudanças sejam praticadas, mesmo que para ocorrer a realização de tais mudanças sejam necessárias cirurgias plásticas, não obstante, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo. Pode-se perceber que a cultura da banalização de procedimentos estéticos no Brasil se espalha pela falta de atividade dos poderes governamentais, o que concerne a criação de ferramentas que coíbam tais recorrências.
Outrossim, é válido salientar as redes sociais como um promotor do problema. Partindo desse pressuposto, é possível observar a persuazão das redes sociais e a estética exigidas nas redes para um corpo ser considerado belo, diversos influenciadores sociais recorrem à cirurgias, entre outros procedimentos estéticos, para estarem inseridos no padrão de beleza e consecutivamente influenciam outras pessoas à buscarem o mesmo caminho. Segundo uma pesquisa da Academia Americana de Cirurgia Facial Plástica e Reconstrutiva, foi relatado por cirurgiões a busca por procedimentos que melhorem a aparência dos pacientes em selfies. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, visto que a influência perigosa das redes sociais contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Dessarte, fica clara a necessidade de intervenção para resoluçaõ do problema. Cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da saúde, em consonância à Secretaria Especial de Comunicação Social (secom), promover campanhas publicitárias e propagandas em redes sociais e canais midiáticos sobre os perigos da banalizaçao das cirurgias plásticas e outros procedimentos estéticos. Ademais o Ministério da Educação deve investir e incentivar campanhas com pscicopedagogos que promovam um debate de autoaceitação em escolas e instituições de ensino, para que assim a médio e longo prazo o impacto nocivo da banalização das cirurgias pláticas acabe e a beleza não tenha que doer.