A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 07/08/2021

Na série sul-coreana “True Beauty”, a personagem principal Jukyung e sua mãe procuraram um especialista em cirurgias plásticas, para que a filha pudesse realizar uma harmonização facial. Entretanto, para se encaixar nos padrões de beleza coreanos, a jovem deveria transformar o seu rosto e se submeter à várias sessões cirúrgicas. Infelizmente, essa é uma realidade no Brasil, visto que os cidadãos, principalmente mulheres, efetuam cirurgias plásticas exageradas e perigosas, com o objetivo de atingir a beleza escultural. Isso, por causa da pressão exercida pela sociedade atual sobre o indivíduo. No entanto, a banalização de procedimentos estéticos pode desenvolver diversas doenças, tanto físicas, quanto psicológicas. Desse modo, é necessário analisar suas causas e consequências.

Nesse cenário, a população canarinha, principalmente feminina, deseja se encaixar aos padrões de beleza, impostos pela civilização, e busca a perfeição em cirurgias plásticas. Segundo o filósofo Jean-Jacques Rosseau, “o homem é o produto do meio”, ou seja, o ser humano irá aderir a ações julgadas corretas pela sociedade. Nos dias atuais, a beleza física é extremamente cobrada, geralmente sobre a figura da mulher e, dessa maneira, os procedimentos estéticos se tornam algo “normal” e necessário, e os riscos são ignorados.

Por outro lado, com o excesso de intervenções plásticas, algumas pessoas desenvolvem doenças, que podem levar à morte. Além disso, também podem ocorrer distúrbios mentais, como ansiedade, depressão e transtornos alimentares, pois o paciente não conseguiu concluir o seu objetivo, pode viver com problemas de sáude e, muitas vezes, se arrependem. Assim, a teoria do filósofo Bauman no livro “Modernidade Líquida”, em que a busca pela satisfação tem como consequência toda sensação de mal-estar, tristeza e solidão, que recaem sobre o indivíduo, é validada.

É possível, portanto, perceber a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve, por meio de um projeito de lei, entregue à Câmara dos Deputados, proibir a realização de grandes cirurgias estéticas, como a lipoaspiração, apenas para a estética, sem a autorização de um médico especializado, a fim de que menos cidadãos sofram com as consequências à longo prazo, possibilitadas por essas cirurgias. Destarte, espera-se, com essa medida, que a história da personagem Jukyung, na séria “True Beauty”, não se repita entre a nação verde-amarela.