A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 12/08/2021

O livro " Utopia, escrito pelo filósofo inglês Thomas More, retrata o contexto de uma sociedade perfeita e livre de adversidades. Em contrapartida, opondo o que é exposto no livro, nota-se, que na hodiernidade existe um assunto recorrente a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Salienta-se, então, que esse cenário antagônico é fruto da quebra constitucional e da carência de políticas públicas viáveis. Nesse viés, torna-se fundamental a superação desses desafios, a fim do pleno funcionamento íntegro da coletividade.

De início, é fulcral pontuar que o individualismo é um fator determinante para essa problemática. De acordo com a obra “Modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. Nesse sentido, a tese do sociólogo pode ser observada na realidade brasileira quando nota-se  a normalização de inúmeras cirurgias pláticas no corpo social, haja visto que o artigo 5 da Constituição garante que bem estar a todos. Nesse sentido, a demasiada quantidade de cirurgias pode prejudicar a saúde da sociedade, pois, cada cirurgia apresenta um risco diferente  e isso fere o artigo 5 que assegura bem estar independente de  qualquer coisa e também expõe o individualismo por parte do Governo que não toma medidas para solucionar esse  impasse. Logo, essa líquidez que se apresenta como empecilho deve ser solucionada.

Ademais, cabe pontuar a influência do que se apresenta como obstáculo a concretização de políticas públicas que visa a propor o combate do imbróglio em questão. Nesse âmbito, ganha destaque a perspectiva do sociólogo Francês Émile Durkheim, que afirma que o fato social é dotado de exterioridade, coercitividade e generalidade. Diante disso, percebe-se que o entrave em questão esta imerso em fato social, já que a problemática existe e toda a população sabe de sua existência, porém, o Estado não se mobiliza para mitiga-la. Dessa forma, contribui ocultamente para que tal banalização continue em um ciclo vicioso, uma vez que sem medidas eficazes de prevenção é evidente que essa situação não acabará. Nesse sentido, é notório que a urgência de acabar com esse quadro caótico, a partir da implementação de políticas públicas eficazes, para assim cumprir o previsto no artigo 5.

Depreende-se, portanto a necessidade de se combater essa situação. Nessa perspectiva, convém ao governo federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes, por meio de subsídios, como, por exemplo financeiros, deve promover leis limitando o número de cirurgias que cada pessoa pode fazer, com a finalidade de garantir o bem estar que a Constituição prega. Para que, dessa forma o Brasil se assemelhe  a obra " Utopia".