A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 09/08/2021
As cirurgias plásticas obtêm a proposta de ajudar na aparência física, porém fatos trazem à tona o real motivo do paciente optar por fazer, de modo frequente esta escolha é feita pela pressão estética enraizada, que ganha vigor com a sua vulgarização nas redes, onde influenciadores indiretamente impõem ideias como a de alcance a perfeição trazendo ao espectador a insatisfação com si próprio. Desse modo, a banalização das cirurgias é imprópria merecendo um olhar mais crítico de enfrentamento.
Em primeira análise, é válido reconhecer que a grande parte dos pacientes principalmente na faixa etária de 18 anos, se impõem a isso pois são frequentemente influenciados, seja por plataformas ou famosos, e tais propagandas além de o expor ao risco da cirurgia também abre espaço para a angústia e insatisfação, segundo Daisaku ikeda “A insatisfação por aquilo que não temos é resultado da falta de gratidão por aquilo que temos. Dessa maneira é preciso mudança sobre tais propagandas a fim de reconquistar o maior gratidão e aceitação de si.
Em segunda análise a banalização das cirurgias plásticas também é efetuada através dos próprios cirurgiões que com o olhar hiper capitalista moderno agem colocando o lucro em meio à saúde. De acordo com o ISAPS o número de cirurgias plásticas realizadas no mundo é 7,4% superior ao de 2018 , deixando evidente a expansão das cirurgias e tal ato além de ter seu risco a aqueles que optam por fazer, também afeta a minoria a qual não se sente inserida. Dessa forma é preciso mudança deste cenário que influencia negativamente através de falsas propagandas.
Com intuito de amenizar está problemática é necessário intervenções feitas nas instituições escolares - em vista de ser um público constantemente bombardeado e informações a respeito disto - por profissionais da saúde a fim de mostrar todos os riscos e os torná-los mais críticos sobre o assunto, também é necessário a ampliação da informação do assunto nas redes sociais por meio de influenciadores, youtubers, e assim gradualmente mudar os dados expostos pela ISAPS.