A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 10/11/2021

O filme “Linda de morrer” retrata de um modo engraçado a ditaduta da beleza, ao longo do enredo, uma cirurgiã cria fórmulas para tirar celulites e acaba morrendo. Não longe da ficção, análogo à realidade, há constantemente padrões “ideias” e irreais impostos, como correções físicas que necessitam de procediemntos estéticos. Com isso, a banalização das cirurgias plásticas está atrelado aos padrões físicos impostos pela mídia, somado a ausência de medidas governamentais.

Em primeira análise, segundo o sociólogo Pierre Bordieu, “O que foi criado para ser instrumento de democracia, não deve ser converdito em mecanismo de opressão”. Sob esse viés, a mídia tem o poder de instituir os padrões sociais, principalmente, por meio de um novo nicho, os “Digitais influencers”. Ademais, como por exemplo, as figuras púbicas que postam suas modificações estéticas e atrelam ao aumento imediato da autoestima disseminam um novo ideal de conforto indivídual, algo que permitiria uma autosatisfação consigo mesmo. Logo, essa parcela é oprimida constantemente, pois o que é novo agora para sua melhora hoje, amanhã nao será mais.

Em segunda análise, o Brasil ainda não apovou leis que amparem o paciente que se sujeita a cirugias plásticas, não deixando claro os riscos eminentes. Sob essa análise, esse cenário é problmático, pois permite que os indivíduos atuem muitas vezes na emoção da pressão social,e como também, médicos que não são especializados na área realizem estes procedimentos. Assim, sem a intervenção do Estado muitas vidas são negligenciadas diariamente.

Por fim, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Com isso o Ministério da Saúde  junto do Estado, devem criar, por meio de verbas governamentais, um programa de leis que qualifiquem todos os procedimentos de cirúrgias plásticas, prezendo pela vida do indivíduo e consequentemente sempre alertando todas as complicações que venham a ter de maneira clara e efetva. Somado a isso, devem haver também punições para quem incentive esse ideal nas redes sociais e que por consequência banalize sua prática. Somente assim, a sociedade atribuirá aos procedimentos seus devidos riscos e também assumirá sua parcela de compromisso para não banalizar este assunto.