A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 09/08/2021
Debate-se, com frequência, acerca da banalização das cirurgias plásticas na sociedade atual, haja vista que a busca pelo corpo perfeito idealizado pela mídia faz com que muitas pessoas busquem esses procedimentos estéticos, frequentemente desnecessários. Isso se deve, principalmente ao padrão de beleza imposto pela mídia que gera a desaceitação de muitos indivíduos com seus corpos. Além disso, a falta de consciência de grande parte das pessoas acerca dos riscos dessas operações contribui para essa problemática. Por isso, o poder público deve agir para mitigar essa situação. Primeiramente, desde o advento da mídia, especialmente das redes sociais, as pessoas são apresentadas a um padrão de beleza que é feito com filtros e montagens, praticamente impossíveis de serem alcançados. No entanto, esses corpos idealizados podem gerar a desaceitação desses indivíduos com suas características físicas, levando-os a aderirem procedimentos estéticos para se encaixarem nesse perfil. De acordo com o documentário “Embrace”, de Taryn Brumfitt, 91% das mulheres odeiam o próprio corpo, pois diante das pressões estéticas associados aos ideais de beleza criados pela mídia toda mulher se sente gorda e feia.
Somado a isso, a falta de informação de muitas pessoas sobre o riscos que esses procedimentos podem acarretar a saúde contribui para esse problema. Uma vez que a maioria das cirurgias plásticas realizadas são voltadas para a estética, e como toda cirurgia apresenta risco a vida das pessoas. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cerca de 60% das cirurgias plásticas de 2019 foram realizadas para fins estéticos. Isso também é evidenciado no documentário “cirurgia plástica”, da National Geographic, que conta a história de pessoas que se submeteram de 5 a7 procedimentos em busca do corpo perfeito, prejudicando as suas saúdes e o equilíbrio de seus corpos.
Assim sendo, é imprescindível que o poder público de cada país atue por meio do Ministério da saúde (MS) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ou órgãos equivalentes, para reduzir a banalização da cirurgia plástica. Para isso, o MCTIC, responsável pela mídia, deve promover programas voltados para a autoaceitação, por meio da representatividade de pessoas reais em propagandas e programas televisivos, com o objetivo de reduzir o impacto causado pelos ideais de beleza. Ademais, o MS deve reduzir a quantidade de cirurgias realizadas sem necessidade, por meio de campanhas de conscientização veiculadas em redes sociais, como facebook e instagram, com o fito de informar as pessoas acerca dos riscos e evitar operações que prejudiquem a saúde desses indivíduos.