A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 10/08/2021

A mídia tem grande influência no imaginário popular, podendo impor padrões estéticos e de consumo à sociedade e, a criação constante de necessidades estéticas fomentadas pela indústria da beleza está fazendo aumentar e banalizar as cirurgias plásticas no mundo. Com isso, cresce a quantidade de procedimentos maus sucedidos e morte de pacientes, portanto, são necessárias políticas para aplacar tal óbice.

Em primeira análise, vale salientar que a mídia é um grande agente difusor do culto ao corpo perfeito. Como consequência, cresce a corpolatria na sociedade e os procedimentos estéticos passam a ser a opção mais rápida para alcançar a beleza plena. Segundo o filósofo Freud em “O Mau-Estar na Civilização”, uma das caracterizações da beleza é sua utilização como estratégia para a felicidade. Nesse sentido, essa estratégia é utilizada pela indústria da beleza para que a população busque cada vez mais o conceito de beleza por ela imposta.

Ademais, a busca ansiosa por cirurgias plásticas abre espaço para médicos despreparados e sem registro fazerem esses procedimentos com menor custo, porém, com alto risco para o paciente. Como foi o caso do “Doutor Bum Bum”, um médico sem registro que atuava como cirurgião plástico no Rio de Janeiro e causou morte de uma de suas pacientes que fez um procedimento para o aumento das nádegas. Após uma investigação do Jornal Folha de São Paulo, foi evidenciado que ele atraia seus pacientes com a promessa de um procedimento de baixo custo.

Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Posto isso, cabe a OMS (Organização Mundial da Saúde) a criação de campanhas de conscientização, nos meios de comunicação e mídias sociais sobre os malefícios do culto excessivo ao corpo. Por meio de pequenos comerciais, doutrinar a população em relação ao seu próprio corpo, com foco nos riscos que procedimentos estéticos podem trazer a saúde. Somente assim, a sociedade poderá rumar para um futuro mais lúcido em relação a beleza, diminuindo a busca por cirurgias plásticas.