A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 11/08/2021
Na atual conjuntura social brasileira e com o advento do uso indiscriminado da internet e, principalmente, das redes sociais, observa-se a procura e a idealização crescente em atingir a “perfeição”. Nesse contexto, discussões que tangem a banalização das cirurgias plásticas se fazem cada vez mais presente na contemporâneidade. Sendo assim, a pressão estética, alinhada com a falsa ideia de que são cirurgias simples, são fatores precursores para agravar a problemática. Dessa forma, cabe analisar e apresentar possíveis soluções para o impasse.
Em primeira instância, é válido ressaltar o dado apresentado pela Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas, o qual mostra que o Brasil é líder mundial no ranking de cirurgias plásticas. Nesse sentido, se torna nítido que a influência e a pressão exercida pela sociedade, para atingir determinados padrões, fazem com que as pessoas se submetam aos procedimentos, por medo dos julgamentos e de não serem aceitos. Nesse viés, a popularização e a divulgação de padrões de beleza inatingíveis nas mídias sociais, coloca em risco a saúde dos indivíduos, haja vista que causa danos psicossociais, muitas vezes, irreparáveis.
Em segunda análise, ainda é possível citar o documentário “O Dilema das Redes”, da autora Larissa Rhodes, o qual mostra com clareza o que a manipulação das redes sociais provoca aos usuários. De maneira análoga à obra, a informação divulgada pelas mídias sociais de que as cirurgias plásticas são procedimentos simples, sem risco e de fácil recumperação, manipula e atrai, a cada dia, um público maior. Sendo assim, a banalização e a desinformação acerca desse procedimento, pode causar diversas sequelas, doenças e o óbito de alguns pacientes.
Portanto, fica evidente os efeitos negativos gerados na sociedade. Faz-se necessário, assim, que o Governo por intermédio do Ministério da Educação, aplique nas grades curriculares das escolas de nível fundamental e médio, aulas que ensinem e mostre a maneira correta de como se deve usar as mídias e de como ponderar o uso e as influências que elas exercem sobre as pessoas, com o fito de educar jovens menos alienados e de evitar graves consequências do mau uso. Cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, juntamente com os responsáveis pelas mídias sociais, promover a divulgação de conteúdos de auto-aceitação e de vetar conteúdos que divulgam erroneamente sobre o tema, com o intuito de conscientizar a população e diminuir o risco a saúde e a realização de cirurgias desnecessárias.