A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 13/08/2021

Conforme dizia o filósofo grego Aristóteles, “A beleza pessoal é uma recomendação maior que qualquer carta de referência". Desde o século XVI, a sociedade vem criando um ideal de um padrão unificado. Ao longo dos anos, procedimentos estéticos têm sido normalizados progressivamente. Essa questão tem como impulsionadores a pressão estética e a carência de conscientização.

Em primeiro plano, é importante salientar, que o Brasil é o País com o maior número de intervenções plásticas no mundo, sendo mais de 1 milhão 498 mil cirurgias plásticas estéticas e mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos por ano, de acordo com o estudo realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, no ano de 2018. Cenários como esse se tornaram comuns, devido a necessidade que milhares de pessoas -em sua maioria, mulheres- têm de buscar o padrão de beleza imposto pela sociedade.

Ademais, ressalta-se que há, no Brasil, a falta de conscientização do perigo das intervenções estéticas.  Segundo o Jornal Metrópoles, um estudo internacional realizado em Janeiro de 2021, aponta que a taxa de mortalidade é de 19 óbitos a cada 100 mil cirurgias. Tal circunstância, evidência uma sociedade individualista, onde no modo geral, os pacientes não recebem informações suficientes sobre o risco dos procedimentos e essa situação não é uma preocupação dos responsáveis pela saúde do Estado.

Em vista dos fatos apresentados, são necessárias ações efetivas do Poder Público, que em conjunto com o Ministério da Saúde iram produzir cartilhas e palavras referentes ao assunto. Conscientizando a maioria dos indivíduos sobre o contratempo que uma cirurgia plástica pode causar. Espera-se, com essas medidas, que a banalização das cirurgias plásticas seja paulatinamente erradicada.