A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 14/08/2021
Na Antiguidade Clássica, havia ideais de beleza baseados na harmonia entre corpo e mente, buscando sempre a perfeição. Séculos depois, a sociedade contemporânea estabeleceu seus modelos através das redes sociais, por conta de seu grande alcance e acessibilidade, criando um padrões de beleza inalcançáveis e provocando um aumento generalizado de cirurgias plásticas no Brasil e uma consequente banalização dos riscos desse procedimento. Com efeito, há de se analisar essa problemática no corpo social.
Diante desse cenário, é válido ressaltar que a mídia é o principal agente intensificador do impasse. Nesse sentido, o sociólogo Guy Debord afirma que a sociedade contemporânea promove a espetacularização da vida pessoal, as relações sociais são medidas por imagens, criando uma cultura de “selfies” e ultraexposição nas redes sociais. Sendo assim, percebe-se que há uma supervalorização da aparência e muitos indivíduos não se sentem a vontade com seu próprio corpo e procuram por cirurgias plásticas a fim de obterem o padrão de beleza difundido nas redes socias. Logo, é indispensável a mudança desse quadro.
Outrossim, a busca pelo corpo ideal a todo custo também é um impulsionador do problema. Nesse contexto, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organizaçãos das Nações Unidas (ONU), todos os indivíduos tem direito à saúde e ao bem-estar social. Todavia, isso não ocorre no Brasil, visto que a radicalização de cirurgias plásticas em busca da perfeição física afeta as consolidações da ONU, pois não leva em conta os inúmeros riscos trazidos por ela. Dessa forma, enquanto o cidadão brasileiro banalizar as cirurgias plásticas por conta de um padrão de beleza, esse empecilho se perpetuará.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater a banalização de cirurgias plásticas no país. Assim, as escolas, entidades responsáveis pela atualização da mentalidade social, devem desconstruir o padrão de beleza do corpo perfeito, por meio de eventos pedagógicos. como aulas e palestras, realizados com a participação de psicólogos que expliquem a importância de aceitar o corpo como ele é. Essa iniciativa teria a finalidade de mitigar a cultura de exposição nas redes sociais e, consequentemente, a diminuição de cirurgias plásticas sem necessidade. Desse modo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos será praticada efetivamente no Brasil.