A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 24/08/2021
Segundo o psiquiatra Sigmund Freud, existe na sociedade um enlaçamento sobre a identificação de um grupo em relação a uma única pessoa, a que chamou de “psicologia das massas”. Assim, a cegueira causada por um fanatismo pode provocar a absteção da análise, passando direto para a reprodução do que foi apresentado. Nesse sentido, tal premissa se faz presente no cenário contemporâneo, uma vez que a banalização das cirurgias plásticas é uma questão recorrente. Ademais, essa é uma grande problemática, que em virtude da falta de pensamento crítico provoca o mal uso das redes sociais, inibindo o filtro de consciência dos usuários.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o pensamento crítico é inestimável para a sociedade, e a sua ausência promove sérios danos ao tecido social. O que remete aos filósofos gregos, que afirmavam sobre a boa utilização do pensamento lógico e racional como forma de alcançar a verdade. Todavia, no cenário atual, é perceptível que tais ensinamentos foram colocados de lado, pois a busca desenfreada pelo corpo perfeito, gera uma deturpação do risco existente nos procedimentos. Desse modo, a parcela populacional que se sente deslocada de um circulo social, acaba ficando a mercê de processos baratos e sem qualificação, tornando-se mais suscetíveis aos riscos.
Consequentemente, o uso incosnciente das mídias sociais também é um fator de contribuição para a vulgarização das cirurgias pláticas no cenário mundial. Logo, alguns softwares atuais vistos de maneira despercebida, são apenas programas on-line de entrenimento e compartilhamento de emoções. No entanto, como afirmado no documentário “Dilema das Redes”, o algoritmo de pesquisa impacta negativamente os usuários e criadores de conteúdo, controlando seus pensamentos e ações. Em síntese, o público mais jovem que se mantém despreocupado com o sistema a qual está exposto cotidianamente, tende a cair em armadilhas e seguir aquilo que o fará parte de uma maioria.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem essa problemática. Logo, a fim de criar uma comunidade mais emancipada, cabe ao governo, por intermédio do Ministério da Educação - órgão responsável pela elaboração das políticas educacionais de todo país - implementar na grade curricular, aulas ministradas por professores da área da computação, incorporando informações que tangenciem o eixo tecnologia, principalmente as políticas de privacidade e como esses dados são utilizados pelas grandes empresas. Além disso, a leitura e jogos de estratégia, como o xadrez, estimulam o cérebro a tomar decisões melhores em situações vitais do dia a dia, por isso, tais atividades devem ser incentivadas pelas escolas desde o ensino fundamental. Feito isso, a situação descrita por Freud poderá ser suavizada, diminuindo os polêmicos casos de procedimentos estéticos.