A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 25/08/2021

No filme “Linda de morrer”, uma cirurgiã plástica Paula, aplica em si mesma uma fórmula para eliminar celulites e acaba causando sua própria morte. Nesse sentido, a ficção retrata como as pessoas também estão banalizando cirurgias e procedimentos estéticos e assim tendo uma adoração pelo “corpo perfeito”. Dessa forma, a falta de educação emocional e a mídia impulsionam na insistência em cirurgias.

Diante dessa conjuntura, vale ressaltar que não há debates dentro das instituições escolares sobre genética, bullying e a diversidade. Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, logo é inadmissível que nas escolas não ensine ou não tenha debates sobre educação emocional. Desde o primeiro contato com o ensino escolar deve haver rodas de conversando sobre a diversidade brasileira, mostrando que cada ser humano tem suas caracteríscas e não deve se espelhar em filmes, séries ou redes sociais.

Ademais, é nítido que a internet tem sido utilizada de modo maldoso e ainda assim continua  influenciando pessoas e, com isso, a vulgarização em procedimentos estéticos é frequente. Para o Jiddu Krishnamurti, escritor indiano, não é sinal de saúde estar bem adaptado em uma sociedade doente, infelizmente os cidadãos estão exaltando situaçõs cruéis da internet somente para viver em uma sociedade padronizada. Portanto, a rede social é uma das responsáveis pelo aumento de cirurgias plásticas, bem como, os influenciadores que optam por fazer divulgação em troca de cirurgias.

Observa-se então, a  importância de acabar com a banalização em procedimentos estéticos. Cabe ao Ministério da Saúde, criar uma campanha “Seus traços são sua arte” com o auxílio de psicológos e depoimentos de cidadãos que sofreram após cirurgias, para passar na mídia televisiva,   sendo assim, tendo finalidade a autoaceitação de cada ser humano. Nesse viés, essa realidade será retratada somente na ficção e não teremos mais “Paulas”.