A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 20/08/2021

Ao longo dos séculos, a evolução da medicina proporcionou soluções para problemas físicos que, antigamente, a área da saúde era incapaz de determinar. Em contrapartida, esse desenvolvimento científico gerou uma maior acessibilidade a procedimentos estéticos no Brasil e, por conseguinte, a banalização das cirurgias plásticas, que apresentam riscos à vida do paciente. Diante disso, torna-se premente analisar e destrinchar as principais causas dessa problemática: a má influência midiática e a pressão estética hodierna.

Sob essa óptica, é evidente que a influência digital ruim é uma impulsionadorada da normalização dos procedimentos estéticos. Visto isso, é válido observar que as personalidades das redes sociais se submetem à mudanças constantes de aparência por meio de intervenções cirúrgicas, as quais são expostas e naturalizadas por elas. Consequentemente, tal exposição neutraliza as ameaças apresentadas à saúde do indivíduo, o que estimula os usúarios da internet a realizarem cirúrgias plásticas apesar de desconhecerem seus perigos. Assim, é factual que os influenciadores digitais induzem a sociedade à mudanças estéticas.

Ademais, nota-se que a imposição de um padrão de beleza é o sustentáculo da banalização de cirurgias plásticas. Desse modo, é notável que a pressão realizada pela sociedade por uma aparência padronizada - com destaque no gênero feminino - torna compreensível a submissão a riscos para a mudança de visual. Tal fenomêno causa uma inversão na hierarquia de prioridades, pois a beleza é sobreposta à saúde. Assim, a pressão estética desconsidera o bem-estar da sociedade para a perfeição física.

Visto isso, urge analisar e solucionar as causas do problema apresentado acima. O Minisério da Saúde deve advertir os brasileiros dos perigos de intervenções cirúrgicas para modificar a aparência, por meio de publicações nas redes socias do governo federal. Esses posts seriam vídeos curtos de médicos especialistas em plástica pontuando todos os perigos existentes em procedimentos estéticos invasivos e a importância de consultar um profissional que priorize a saúde, não o físico. Tais medidas têm a finalidade de desbanalizar as cirurgias plásticas e a plena evolução da medicina.