A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 29/08/2021
No período da Idade Média, nas artes, era perceptível uma beleza natural de acordo com o corpo das mulheres da época, na qual era retratada de forma realista. Entretanto, na atualidade, essa concepção de naturalidade tem mudado em face as transformações da mentalidade social, pois exigem um padrão de beleza inatingível. Nesse aspecto, é válido analisar as razões pelas quais muitas mulheres buscam mudanças constantes em seu corpo e as principais consequências dessa problemática.
Em primeiro plano, a procura por satisfação pessoal é um dos fatores que banalizam os perigos das cirurgias plásticas. Esse fenômeno pode ser explicado por um estereótipo criado pela publicidade e por revistas de moda de que o corpo deve ser dotado de medidas perfeitas, o que gera um desejo e uma pressão social no público feminino. Tal fato se reflete na ideia do filósofo Arthur Shopenhauer, na qual ele defende que os indivíduos são “marionetes” da sua própria vontade, visto que a busca ilimitada por prazer e aceitação elimina atitudes reflexivas. Dessa forma, é preciso que haja uma reeducação social para as mulheres sobre os abusos da plástica para que se evite problemas físicos e psicológicos futuros.
Diante disso, pode-se afirmar, que as principais consequências da banalização dos procedimentos estéticos é o risco de morte e o desenvolvimento de doenças mentais. Isso porque, segundo o filósofo Nietzsche, a sociedade não deve ser redigida por nenhum tipo de padrão, no entanto, a idealização do corpo perfeito deixam as mulheres mais ansiosas e depressivas, pelo sentimento de exclusão e por não alcançar os padrões de beleza impostos. E, assim, de maneira inconsciente e até clandestina, buscam realizar cirurgias plásticas perigosas para se sentirem inclusas socialmente. Nessa lógica, é essencial que as mulheres procurem por ajuda médica, a fim de construir segurança e amor-próprio pelo seu corpo.
Fica claro, portanto, a necessidade de reverter esse quadro mediante políticas públicas educativas e limitadora dos conteúdos publicitários. Essas ações podem ser realizadas pelo Ministério da Comunicação, por meio da implantação de regras de cunho socioeducativo no tipo de propagandas direcionadas as mulheres, com a proibição de materiais que sejam apelativas e imponham estereótipos de beleza inatingíveis, com intuito de diminuir o consumo desses materiais. Além disso, os veículos midiáticos podem incentivar o público feminino a buscar ajuda de psicólogos e psiquiatras, para auxiliarem na conscientização sobre os perigos da cirurgia plástica, e quando há a real necessidade de ser realizada. E, com essas medidas, podemos combater a vulgarização dos procedimentos estéticos e melhorar a qualidade de vida das mulheres.