A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 24/08/2021

No filme “O mínimo para viver”, a personagem principal sujeita seu corpo a atos que são depreciativos, em busca de um corpo melhor. Analogamente, há um aumento de pessoas que procuram cirurgias plásticas para se modificarem, o que gera a banalização da ação. De modo que, se baseiam nos padrões de beleza e na falta de conhecimento.

Primeiramente, é preciso avaliar o papel da padronização. Dessa forma, com o advento das redes sociais, houve uma maior exposição aos corpos utópicos, ou seja, indivíduos se espelham em imagens falsas ou inalcançáveis que levam para uma maior busca de procedimentos estéticos. Prova disso é a pesquisa feita pela Dove, que mostra que apenas 4% das mulheres se achavam bonitas por não serem padronizadas. Por isso, fica claro que há um efeito preocupante desse movimento.

Além disso, a sabedoria insuficiente das consequências é um fator. Desse modo, pessoas fazem cirurgias plásticas sem o devido conhecimento que certos atos podem trazer, visto que modificações corpóreas trazem resultados negativos , como cicatrizes ou infecções em alguns casos, que são negligenciados. Isso é comprovado com o caso da famosa Andressa Urach que ficou debilitada por complicações em um procedimento estético, de acordo com o jornal R7. Portanto, fica evidente que a falta de conhecimento é importante e pode trazer negatividade.

Em síntese, há a necessidade de alteração de cenário. Logo, o Ministério da Saúde deve trabalhar para oferecer campanhas nos principais meios de comunicação, como internet e TV, para que sejam expostos as complicações dos procedimentos e como esse padrão é negativo para as pessoas. Outrossim, ele deve dificultar a execução de cirurgias plásticas, a partir de uma maior burocratização dos procedimentos como mais exames médicos e lentidão no processo, para que as pessoas revisem suas vontades. Com isso, a longo prazo, será possível que as pessoas desistam da utopia corpórea, trazendo mais saúde para elas e seriedade aos casos cirurgicos.