A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 08/09/2021

A verdadeira face do padrão de beleza

“A perfeição é a doença da nação”. Esse trecho da música “Pretty Hurts” da cantora Beyoncé, retrata os sacrifícios realizados para alcançar um padrão de beleza imposto pela sociedade, especialmente através das redes sociais, tendo em vista que facilmente se encontra publicidades de blogueiras apresentando resultados milagrosos ao utilizarem algum produto, sendo que a maioria realizou diversos procedimentos estéticos por estarem insatisfeitas com seu corpo. Assim, é imprescindível a análise dessa problemática.

Muitos influenciadores não escondem o fato de terem realizado cirurgias plásticas, mas comentam apenas os benefícios das cirurgias, deixando oculto os riscos à saúde. É evidente, que desde as antigas civilizações, como na Grécia, já havia a idealização de um corpo perfeito, auxiliando na pressão estética em pessoas cada vez mais novas. Segundo a fundadora da organização “Pretty Foundation”, 38% das meninas de 4 anos se sentem insatisfeitas com seu corpo. Tudo isso, fomenta a difusão da banalização de procedimentos para o alcance da harmonia corporal.

Ademais, desde o fim da Primeira e Segunda Guerra Mundial, a cirurgia plástica se popularizou, sendo realizada a retirada de pele de outras partes do corpo para reparar os graves ferimentos sofridos pelos soldados. Porém os cirurgiões da época resolveram inovar, passando a fazer essas operações em pessoas sem lesões, com a finalidade de melhorarem sua aparência. Infelizmente, há a possibilidade de que o procedimento não dê certo, ou por intercorrência médica ou complicações, como infecções e alergias.

Diante do exposto, é perceptível na sociedade, a banalização das cirurgias plásticas principalmente entre os jovens. Devido a isso, é importante realizar palestras nas escolas e faculdades, ministradas por professores, cirurgiões e endocrinologistas para informar sobre os riscos de um procedimento invasivo nessa etapa da vida. Além disso, é essencial que as mídias sociais divulguem sobre os pontos negativos e positivos das cirurgias e também estimulem a valorização do corpo humano natural. Dessa forma, a procura por procedimentos estéticos invasivos e os perigos agregados irão diminuir.