A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 29/08/2021

O livro “Sociedade do Espetáculo” do escritor francês, Guy Debord, aborda como a imagem é enaltecida nos meios midiáticos e na sociedade contemporânea. Nesse contexto, o culto a aparência é reforçado, na atualidade, pela construção social da ditadura da beleza, ao qual influencia os indivíduos a buscarem por um padrão de belo irreal favorecendo, assim, a procura por cirurgias plásticas, a fim de alcançar a imagem perfeita imposta. Além disso, a falta de conhecimento da sociedade sobre os perigos dos procedimentos estéticos ajuda na banalização desses procesos cirúrgicos.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que, em média, 60% das cirurgias plásticas realizadas no Brasil são com fins estéticos, segundo a  Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Sob essa ótica, é indiscutível que o padrão de beleza imposto e pregado para a sociedade, ou seja, esteriótipos de corpo sarado e rosto assimétrico, constrói um sentimento de insatisfação com a própria imagem por não estar encaixado no tipo de belo pregado. Desse modo, a pressão da ditadura de uma beleza homogênea influencia o sujeito a buscar meios, como os procedimentos estéticos, com o proposito de tentar mudar sua aparência para conseguir se incluir na idealização dessiminada.

Ademais, de acordo com Paulo Freire, sociólogo brasileiro, o conhecimento ajuda o sujeito a entender a realidade na qual está inserido contribuindo  para o rompimento da ignorância. No entanto, a carência de debate com os cidadãos a cerca dos perigos das intervenções estéticas, como a possibilidade de lesão permanente e deformismo de imagem, colabora na perpertuação da ignorância sobre os ricos e a banalização das cirurgias plásticas. Assim, é indispensável informar os sujeitos sobre esse assunto, com o proposito de construir cidadãos conscientes sobre a sereniedade das interveções pláticas antes de se submeterem a procedimentos estéticos por causa da pressão do padrão  de beleza social.

Inferem-se, portanto, a vugarização dos procedimentos pláticos na sociedade contemporânea. Por isso, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve, por meio de palestras realizadas por profissionais da saúde pública, como médicos e psicológos, debater com a comunidade e alunos, no ambiente escolar, sobre os perigos de lesões físicas e psiológicas provocadas após interveções estéticas e alertar sobre como o poder da opressão da  ditadura de beleza instiga na busca e submissão de procedimentos para mudar a aparência. Espera-se, com isso, informar a sociedade risando  romper com a falta de conhecimento e visão de banalização construída sobre as cirurgias plásticas.