A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 24/08/2021
Aumento da mama. Lipoaspiração. Abdominoplastia. Esses são alguns dos procedimentos mais realizados, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, no Brasil, o qual está entre os países que mais realizam essas categorias de intervenções estéticas no mundo. Sendo assim, é possível afirmar que, hodiernamente, a sociedade passa por uma maléfica banalização das cirurgias plásticas. Por isso, é de suma importância elucidar a causa e os efeitos negativos à saúde dos indivíduos, a fim de atenuar essa problemática contemporânea.
Sob esse viés, é necessário entender como a própria conduta médica fomenta esse processo de banalização dos procedimentos estéticos na atualidade. Haja vista que muitos profissionais utilizam de propagandas apelativas e contratos com influenciadores digitais para conseguirem aumentar o desejo e a procura pelos seus serviços. A partir disso surge o que Émile Durkhein, sociólogo do século XIX, define como Fato Social Patológico, conjunto de ideias que moldam o comportamento humano de maneira negativa, uma vez que essa pressão social exercida sobre os pacientes influenciam na tomada de suas ações. Dessa maneira, a necessidade da realização de cirurgias plásticas é desenvolvida na mente da coletividade como se fosse algo trivial e que não oferece riscos aos pacientes.
Ademais, com essa banalização das intervenções plásticas, devido à influência dos médicos, começam a aumentar os casos de efeitos negativos à saúde física e mental da população. Tal como o incidente com da modelo, de 26 anos, Liliane Amorim que faleceu após realizar um procedimento estético que conheceu por meio de propagandas na internet. Há também os casos de impactos negativos à saúde mental, em virtude da pressão estética exercida pelas propagandas, tanto dos pacientes, quando ocorre algum erro médico ou as expectativas não correspondidas, quanto dos que por diversas questões sofrem por desejarem realizar as intervenções plásticas. Logo, fica evidente com banalização das cirurgias plásticas afeta negativamente a sociedade na contemporaneidade.
Fica claro, portanto, que medidas necessitem ser apara amenizar essa problemática. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde junto aos Conselhos Regionais de Medicina, por meio de leis e normas, regulamentarem as propagandas de cirurgias plásticas, com o objetivo de combater que essas tenham um caráter apelativo que possa influenciar a tomada de decisões da sociedade a respeito da necessidade das medidas estética. Além disso, é valioso que o Estado crie campanhas publicitárias que visem informar a população sofre os riscos de submeter-se a um procedimento cirúrgico apenas por estética. Desse modo, o processo descrito pelo sociólogo e a banalização das cirurgias plásticas serão atenuados na sociedade contemporânea.