A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 16/11/2021
Contemporaneamente, a sociedade brasilera está envolta em um mundo altamente moderno e instantâneo, dentro disso encontra-se uma grande facilidade em resolver “problemas” estéticos por homens e mulheres. Porém, essa banalização de cirurgias plásticas faz-se extremamente alarmente, ora pela pressão da cultura estética regida por um padrão, ora pela escassez de informações sobre os riscos e consequências. Logo, remediar tal problemática se faz imprescindível.
Pode-se compreender, de início, que ainda se faz presente uma intensa pressão estética regida por um determinado padrão de beleza criado e enraízado pela própria sociedade, todavia, é inquestionavél salientar que a busca por um padrão não é atual, exemplifica-se tal fato no livro “Mulherzinhas”, de Louise May Alcott, ambientado nos anos 80, em que a irmã mais nova Amy, é obsecada em seguir normas estéticas, frizando sempre incômodo com o seu próprio nariz. No entanto, a cirurgia plástica estava fora de questão. Mas, na atualidade ela é altamente acessível, sendo a primeira opção para muitas mulheres que querem estar dentro dos padrões. Conclui-se, portanto, que a pressão estética, principalmente sobre as mulheres não é atual, porém, foi elencada a atitudes extremas como procedimentos cirúrgicos.
Deve-se ressaltar, além disso, que apesar das cirurgias plásticas terem grande abrangência e conhecimento, ainda é existente a falta de informações sobre os riscos e suas consequências. Historicamente, as primeiras cirurgias plásticas foram feitas em homens acidentados na Segunda Guerra Mundial, com os avanços no campo científico desde então, as mais diversas cirurgias surgiram. Contudo, a alta tecnologia atual não anula verdadeiros riscos de complicações. É notório, o fato de que o maquiamento e idelização das cirurgias está extremamente conectado as redes sociais, em que são divulgadas apenas o lado positivo do procedimento, deixando de fora as verdadeiras consequências, além de incentivar uma grande massa de pessoas. Consequentemente, corroborando de forma intensiva para a banalização de procesimentos cirúrgicos.
Torna-se claro. portanto, a urgência de caminhos para o distanciamento da banalização de cirurgias plasticas na sociedade contemporânea.Faz-se fundamental, que a mídia em parceria com ativistas da luta feminina, elaborassem uma campanha de valorização de corpos fora do padrão, por meio das redes sociais a fim de arraigar a autoestima e o fim da pressão estética. Ademais, cabe ao governo a disseminação de informações sobre os riscos da cirurgia plástica, por meio de palestras com vítimas das consequências, a fim de informar o maior número de pessoas sobre a seriedade do assunto. Com esse intercâmbio de medidas a sociedade se distanciará da banalização das cirurgias plásticas.